(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Antes de o Projeto Apollo conseguir colocar os primeiros terráqueos em solo lunar, foi preciso treinar os pilotos da NASA para que eles soubessem exatamente em que tipo de ambiente eles estariam entrando. Isso inclui uma série de fatores que vão desde as dificuldades do relevo até mesmo a gravidade existente no local. À época, não existiam grandes salas simuladoras como as de hoje, por isso foi necessário utilizar ainda mais criatividade.

No começo da década de 1960, a NASA desenvolveu um sistema que é muitas vezes citado como “Estranho em aparência, mas equipado com os sensores mais sofisticados e com o hardware computacional mais avançado disponível naquele tempo”. Havia sistemas de correção de voo e até mesmo estruturas capazes de anular a influência de elementos externos ao sistema.

“Mas como assim influência de elementos externos?” Como nós dissemos anteriormente, não havia a existência de salas simuladoras e todos os treinamentos aconteciam ao ar livre. A Lua não possui vento como a Terra, por isso era necessário que houvesse um sistema capaz de anular essa interferência. Essa e muitas outras e é isso que veremos logo em seguida.

Lunar Landing Research Vehicle (LLRV)

Em português, o nome do Lunar Landing Research Vehicle (LLRV) significa “Veículo de Pesquisas de Pouso Lunar”. Com 6,7 metros de comprimento e 3,9 metros de largura, a máquina conseguiu simular os ambientes lunares para qualquer piloto que participasse do projeto Apollo. Segundo Donald Slayton — astronauta a fazer parte do projeto na década de 1960 —, “não havia outra maneira de simular os pousos na Lua sem o LLRV”.

Para simular o ambiente da gravidade lunar, o LLRV era equipado com um motor turbofan com 1.900 kgf. Ele era capaz de fazer com que cerca de 83% do peso do LLRV fosse anulado, fazendo com que os pilotos conseguissem entender perfeitamente como seria a reação dos motores de suas naves no momento de pousar no Satélite Natural.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Ainda havia dois pequenos foguetes de peróxido de hidrogênio que eram utilizados para os movimentos verticais e 16 motores menores para a orientação e nivelamento. Todo o controle do Lunar Landing Research Vehicle era realizado por um manche de três eixos, bastante similar ao que é usado nos modelos de pouso lunar atuais.

Os sistemas de segurança também eram muito importantes para evitar qualquer risco aos pilotos. Por coincidência, a primeira falha do LLRV aconteceu em 1971, justamente com o primeiro homem a pisar na Lua, Neil Armstrong.  Felizmente, ele conseguiu sair da situação sem qualquer ferimento e não colocou uma mancha triste da história de um dos sistemas mais importantes da história da NASA.

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