(Fonte da imagem: Reprodução/NASA)

Mais cedo, mostramos que a NASA teve sucesso com o pouso da sonda Curiosity, que passará a próxima década explorando a superfície de Marte. Mas para que ela chegasse em segurança ao solo do Planeta Vermelho, foi preciso utilizar um sistema complexo e amplamente calculado de pouso. Qualquer erro nesse processo poderia causar a perda da sonda – que custou anos de pesquisa e construção, além de alguns bilhões de dólares.

A Curiosity entrou na atmosfera de Marte com uma estrutura de proteção acoplada (que também funcionava como um escudo de calor, para evitar o superaquecimento da sonda). A velocidade naquele momento era de cera de 20 mil km/h, sendo necessário utilizar a resistência do ar para a primeira etapa da desaceleração. Depois disso, ocorreu a ativação de um paraquedas especialmente produzido para a Curiosity.

Quando o paraquedas foi aberto, o sistema estava cerca de 11 quilômetros acima do solo e a velocidade no momento beirava os 1.500 km/h. Com a separação do escudo de calor, a estrutura fica mais leve e a velocidade baixa para 450 km/h.

Como a atmosfera de Marte é pouco densa, apenas o paraquedas não é suficiente para deixar a sonda em uma velocidade segura. Por isso, é realizada a separação da carcaça (junto ao paraquedas) e da sonda, que utiliza propulsores para acelerar-se contra a gravidade e permitir que o pouso seja realizado com segurança, utilizando um "guindaste" para colocar a Curiosity em solo com o menor impacto possível. Tudo isso acontece em sete minutos, que são chamados pela NASA de “sete minutos de terror”.

Fonte: NASA

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