Os voos extraterrestres tripulados — aqueles em que as pessoas vão para a Lua e outros lugares muito distantes — não foram abandonados pela NASA. Contudo, é necessário ter uma nave para que os astronautas se locomovam, ou seja, é preciso construir um veículo caro e muito complexo em todas as missões desse gênero.

Para resolver esse problema, a agência espacial criou a Cápsula Orion, uma nave com a vantagem de poder ser utilizada mais de uma vez. No entanto, ela era capaz de realizar apenas viagens relativamente curtas, como ir até a Lua. De forma que os astronautas possam chegar a distâncias maiores, foi criada uma “evolução” dessa cápsula, chamada de Orion MPCV — sigla em inglês para Veículo Tripulado de Multipropulsão.

Essa nave, como já foi dito, é feita para percorrer distâncias muito grandes, chegando a Marte e outros planetas, com a alternativa de voltar para a Terra e sair em viagem novamente. Com isso, a NASA planeja usá-la para diversas funções de rotina, como abastecer e dar suporte técnico à sua estação espacial, por exemplo.

O novo meio de transporte ainda é apenas um conceito, sendo que o planejamento dele foi feito pela agência espacial americana em conjunto com a empresa Lockheed Martin Space Systems — antiga colaboradora da NASA, com assinatura em outros projetos espaciais antigos e importantes.

Precauções foram tomadas

Como precaução contra antigos erros, a NASA realizou três grandes medidas. A primeira foi a de criar um novo sistema para abortar lançamentos no caso de problemas repentinos, com o objetivo de evitar novos casos semelhantes ao que aconteceu com a nave Challenger.

O design e a tecnologia empregados no Módulo de Tripulação foram renovados e refeitos, de forma que ela aguente reentradas na atmosfera terrestre, assim como viagens duradouras. Por último, o Módulo de Serviço — responsável por manter a condição propícia para a vida — ganhou painéis solares para captar mais energia, economizando combustível da própria nave.

A prova real

Em 2014, a Orion MPCV vai ser testada sem tripulação para conferir se é possível chegar a uma altura de quase 6 quilômetros, dar duas voltas na Terra e entrar novamente na atmosfera. Desse modo, os cientistas e engenheiros americanos vão poder identificar novos problemas e refinar ainda mais este projeto — que já parece ser tão promissor.

Fonte: GizModo

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