Todo mundo que imagina o dia a dia da NASA certamente pensa em operações complexas, sigilosas e muita, mas muita precisão na hora de planejar o lançamento de um foguete. Não é para menos, afinal qualquer erro pode originar um novo Challenger.

É por isso que a agência espacial norte-americana gastou milhões de dólares para viabilizar o projeto Ares I, uma espécie de sucessor dos ônibus espaciais usados até então. Contudo, os pesquisadores e engenheiros perceberam que a nave possuía uma falha que, durante o lançamento, fazia o veículo oscilar de forma que ele tremia com bastante força, impossibilitando os astronautas de acompanharem coordenadas ou interagirem com os equipamentos necessários para uma decolagem segura.

A busca pela solução dessa falha exigiu que a NASA não economizasse nas despesas, indo desde a troca de material até mesmo à mudança no funcionamento dos motores. De acordo com o site Gizmodo, foram gastos mais de US$ 100 milhões em pesquisas — mais de R$ 173 milhões, na cotação atual.

Contudo, depois de muitas tentativas, o Laboratório de Vibrações — criado especialmente para lidar com esse tipo de situação — sugeriu uma solução um pouco mais barata. Segundo os estudiosos do departamento, o grande problema da Aries I era a oscilação de 12 Hz que impedia os astronautas de lerem os comandos apresentados na tela. Por isso, eles decidiram simplesmente adicionar uma forma de fazer com que os displays também se movessem na mesma frequência.

Pode parecer uma saída simples, mas foi bastante econômica. De acordo com relatos, o gasto com os equipamentos para fazer esses ajustes foi de pouco mais de US$ 5 (ou R$ 8,60), já que todas as peças necessárias eram baratas e de fácil acesso.

É claro que isso não resolveu totalmente a falha, já que nem sempre os movimentos eram sincronizados, mas o avanço foi significativo. Desse modo, bastou a NASA adicionar alguns acelerômetros para minimizar a diferença e fazer com que os tripulantes lessem todos os textos exibidos.

Como não podia deixar de ser, a NASA patenteou a tecnologia, o que pode significar termos uma aplicação mais abrangente nos próximos anos. Desse modo, não estranhe encontrar telas para automóveis que não vão tremer quando você passar por um terreno acidentado.

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