Na semana passada, a NASA testou uma nova tecnologia no espaço: a cápsula BEAM (Bigelow Expandable Activity Module ou Módulo Expansível de Atividades Bigelow), desenvolvida pela Bigelow Aerospace. Para quem nunca ouviu falar dela, trata-se de um módulo de moradia móvel para missões espaciais, que pode ser inflado por uma quantidade de pressão. Ficou confuso? Imagine que o objeto é um grande balão de ar que pode ser expandido para criar um novo cômodo.

Por mais incrível que pareça, nem todas as novas invenções da agência espacial norte-americana dão certo, pois a BEAM falhou em seus primeiros testes. Inicialmente, a cápsula inflou apenas uma pequena porcentagem do total, mas não deixou de perder a pressão interna, tornando a operação um fracasso em um primeiro momento.

O grande problema é que a NASA nunca tentou encher um objeto deste tamanho no espaço. Haviam algumas teorias de como o objeto se comportaria nas condições inóspitas de gravidade zero, mas a verdade é que ninguém sabia ao certo o que aconteceria, o que levou o órgão a optar por preencher o BEAM devagar.

A esperança é a última que morre

Como você pode ver pelo spoiler do vídeo que abre essa notícia – pedimos desculpas –, a NASA conseguiu ajustar os problemas técnicos e tentou mais uma vez e conseguiu resultados positivos. A má notícia, é que ninguém vai viver ali durante um bom tempo por enquanto. Apesar de ter sido bem-sucedido, ainda é incerto como que o ambiente inflável vai funcionar.

Durante dois anos, a ISS (International Space Station ou Estação Espacial Internacional) vai testar o BEAM no espaço, medindo níveis de pressão, radiação e temperatura para garantir que todas as medidas de segurança sejam tomadas.

O BEAM havia parado de inflar antes de chegar na metade do processo

Partindo para Marte e facilitando a vida espacial

Consequentemente, a NASA planeja utilizar o BEAM. Contudo, fica a pergunta: para qual propósito? A cápsula pesa cerca de uma tonelada e meia e é composta de diversas camadas de tecido super-resistente e um teto de alumínio flexível, forrados por uma camada externa de BETA, uma camada de fibra de vidro envolta em teflon.

Basicamente, esse módulo servirá para missões em outros planetas, servindo como uma verdadeira moradia, ou para transportar pessoas ou carga nas estações espaciais, sendo uma alternativa mais barata e mais leve para comportar em grandes construções. Será que ela pode ser o pontapé inicial para residências em outros mundos, como Marte?

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