O foco principal da apresentação da Samsung, realizada na tarde de ontem na cidade de Barcelona, na Espanha, era o lançamento do Galaxy S6 – você pode ler tudo sobre ele aqui ou as nossas primeiras impressões sobre o aparelho aqui -, mas quem acabou roubando a cena foi o Galaxy S6 Edge.

O smartphone tem deve chegar às lojas de pelo menos 20 países no dia 10 de abril. Oficialmente, não há confirmação se o Brasil está ou não nesta lista, mas pelo histórico da empresa em lançamentos anteriores, temos muitas razões para acreditar que o país já estará entre os primeiros a receber o celular

A equipe do TecMundo veio à Barcelona para conferir todas as novidades do evento e, é claro, não poderíamos deixar de ver de perto o mais novo aparelho da Samsung. Essas são as nossas primeiras impressões sobre ele.

O mesmo S6, mas com um recurso extra 

Não há necessidade de ser repetitivo aqui e o mesmo que dissemos neste texto em relação ao hardware, à câmera e ao design do Galaxy S6 também se aplica ao Galaxy S6 Edge. Na prática, estamos falando de aparelhos com praticamente as mesmas especificações técnicas.

As principais difrenças ficam por conta da capacidade de bateria – 2.600 mAh no Edge contra 2.550 mAh no S6 normal – e, é claro, da tela. Este segundo item é a razão do nome do aparelho – “edge” significa “borda” em inglês. E é justamente nela que reside a principal atração.

Ao pressionar um botão na lateral direita você ativa a “tela de notificações”. Em seguida, basta deslizar o dedo na lateral “de baixo para cima e de cima para baixo” para que seja ativida uma tela secundária na borda, capaz de exibir notificações como mensagens de texto, atualizações em redes sociais.

Um conceito do Galaxy Note 4

A ideia não é nova e pode ser vista pela primeira vez no Galaxy Note Edge, lançado no ano passado. Antes do evento, especulava-se que a Samsung poderia apresentar uma versão com tela de notificações nas duas laterais, mas isso não aconteceu. Na prática, o recurso parece interessante em um primeiro momento, pois permite que você economize energia do aparelho.

Entretanto, é preciso usar o aparelho por um period mais longo para descobrir se estamos diante de mais uma daquelas funções que parecem legais, mas acabam se tornando pouco práticas com o passar do tempo ou se, de fato, o recurso facilita a vida do usuário. O fato de a Sasmung disponibilizar uma versão a mais para o consumidor é benéfico. Afinal, estamos diante de uma função que ainda precisa ser melhor avaliada pelo público.

Depois da apresentação, os membros da imprensa internacional tiveram pouco menos de dez minutos para mexer no aparelho, o que significa que não houve muito tempo para nos aprofundarmos em itens de desempenho. Por isso, optamos por avaliação da usabilidade do recurso e nesse quesito ele se sai muito bem.

E o preço?

A Samsung não fez nenhuma menção ao preço final do Galaxy S6 Edge durante o evento, mas temos informações extra-oficiais de pessoas ligadas à Samsung no Brasil que confirmam que o modelo sera lançado em território nacional por um preço superior aos R$ 3 mil. Fala-se, inclusive, que a versão mais cara (com 128 GB) pode chegar aos R$ 3.999. Contudo, oficialmente, não há um preço definido para o mercado nacional.

E aí, TecMundo, vocês gostaram?

Sim, gostamos. A exemplo das nossas primeiras impressões do Galaxy S6, também aprovamos o visual do Galaxy S6 Edge. Ambos são muito similares em termos de design e hardware e são tratados como modelos premium pela Samsung. Por conta disso, espere a chegada deles por um preço mais alto nas lojas.

A TouchWiz ganhou melhorias sutis e seu desempenho parece estar melhor. Há menos aplicativos pré-instalados e o hardware escolhido deve ser capaz de rodar com folga tudo aquilo que está disponível na PlayStore. A câmera traseira, ao menos na demonstração da Samsung, foi outro show à parte.

O Galaxy S6 Edge é uma alternative interessante, com um recurso que à primeira vista pode parecer útil. Entretanto, é preciso confirmar ao longo de um bom tempo de uso se na prática o conceito funciona. Tem tudo para dar certo, mas sera que o público está disposto a pagar mais por isso? 

Em tempo: se você assistiu ao vídeo e me ouviu falando “ídge”, minhas sinceras desculpas pelo ato falho. A pronúncia correta é “édge”, como sempre foi e sempre será.

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