Um computador é composto por várias peças, mas algumas pessoas dão muita importância à configuração de hardware e acabam deixando os periféricos de lado.

A verdade é que o que está dentro pouco importa para quem usa a máquina apenas para atividades de escritório ou aplicações simples, pois são os acessórios externos que farão toda a diferença no dia a dia.

Quem já usou um mouse com formato muito bizarro sabe bem do que estamos falando aqui. E é válido salientar que não estamos tratando apenas da carcaça do dispositivo. Às vezes, o posicionamento dos botões, os materiais empregados e outros detalhes mínimos acabam dificultando o uso.

Levando todos os aspectos deste acessório em conta e ainda pensando que cada pessoa tem uma “pegada” diferente, nós resolvemos fazer um artigo com algumas dicas com os principais aspectos que você deve levar em conta na hora de escolher um mouse.

Observando as funções

Há muitas coisas a serem consideradas em um mouse, mas acreditamos que a funcionalidade básica comece pelos botões. A primeira coisa que você deve averiguar, então, é a quantidade de botões, já que tal aspecto determina as atividades que podem ser realizadas com tal produto.

Se você necessita apenas do básico, qualquer acessório com três botões (esquerdo, direito e rodinha) é suficiente. Contudo, para quem busca funções avançadas, como atalhos para usar em alguns softwares, ou pretende usar este periférico para jogos, a história muda completamente.

É importante comentar aqui que um mouse com botões adicionais nem sempre significa um gasto absurdo. Na verdade, até mesmo alguns produtos mais simples já trazem elementos adicionais. Muitas fabricantes incluem dois botões extras para navegação na web (avançar e retroceder), sendo que você também pode personalizar as funções para outras atividades.

Aliás, aqui está algo importante a ser observado. No caso de mouses mais avançados, você pode conferir na hora de investigar preços e funções se o modelo escolhido possui algum software específico que ofereça vantagens na hora da utilização. Muitos dispositivos trazem opções para que você programe macros (combinações de botões para determinadas tarefas) e altere a iluminação e outros aspectos do seu periférico.

Vale analisar ainda o tipo de rodinha do mouse. Há alguns periféricos que trazem elementos para uma rolagem ininterrupta, enquanto outros contam com scroll em níveis, sendo possível rolar a tela com pausas. Nesse sentido, o Logitech G700S já é um modelo mais robusto, pois traz as duas configurações e possui uma trava para alternar entre elas.

Layout e anatomia

Uma vez definidos a quantidade de botões, os atalhos essenciais para seu cotidiano e quais são os aspectos mais importantes em termos de funcionalidade, podemos nos focar em outro quesito: o layout. É claro que, normalmente, uma coisa está atrelada à outra, então nem sempre você vai encontrar um mouse com 10 botões que tenha exatamente o formato com o qual você sempre sonhou.

De qualquer forma, vale investigar as lojas e sites de fabricantes. Há uma infinidade de layouts para os mais diferentes tipos de mão. Se você tem a mão pequena (ou busca um acessório bem portátil), um periférico de dimensões reduzidas pode ser o mais interessante, porém não espere conseguir um dispositivo recheado e curvas e detalhes complexos, pois os produtos menores são bem mais simples em sua forma.

Agora, se você quer um mouse para usar no PC de mesa e se sua mão é grande, então há um leque maior de opções. As fabricantes bolam diferentes layouts para os tantos tipos de pegadas. Alguns periféricos são específicos para destros, com curvas apropriadas para quem navega com a mão direita.

Obviamente, algumas empresas produzem acessórios para canhotos, com um molde que deve facilitar o uso da setinha àqueles que usam a mão esquerda. E há ainda modelos que possuem lados simétricos, o que garante anatomia para todos os usuários (ou quase todos). De qualquer forma, vale testar alguns layouts antes de atirar no escuro e comprar um periférico que não se adapte à sua mão.

Às vezes, uma simples curva para repousar o dedo na lateral do mouse já garante melhor usabilidade. É importante colocar aqui ainda que não estamos tratando apenas de formas prontas. Há alguns mouses como o EVGA Torq X10 Carbon que trazem regulagens até mesmo para a altura do apoio traseiro, o que torna seu uso ideal independente do formato da mão do usuário.

Falando em layout, só para você ter uma ideia, há três tipos de “pegadas” que são projetadas pelas fabricantes: Palm Grip, Claw Grip e Tip Grip. Cada uma visa atender a um tipo de consumidor, facilitando a forma como a pessoa clica e movimenta o acessório.

O Palm Grip é o mais popular e, conforme o nome sugere, ele abrange mais a palma da mão, deixando os dedos quase que totalmente sobre os botões. Com esse tipo de mouse, você pode repousar quase toda a mão sobre o periférico e navegar confortavelmente.

O Claw Grip é um tipo de mouse mais voltado para games (principalmente jogos de estratégia). Com este layout, a palma da mão fica mais arcada e os dedos fazem menos contato. A forma como a mão repousa sobre o componente é parecida com uma garra. Esse tipo de mouse dá mais agilidade e precisão no controle.

Por fim, temos o Tip Grip. Como o nome informa, este tipo de pegada deixa o mouse na ponta dos dedos. Esses mouses geralmente são bem leves e pequenos. Eles servem para dar mais velocidade, o que realmente acontece. Entretanto, quem precisa alternar entre rapidez e precisão acaba não obtendo sucesso, já que é difícil controlar a setinha.

Gamers: pesos, DPI e outras configurações

Uma característica que poucos consumidores levam em conta é o peso do mouse. Ao não se atentar a tal detalhe, algumas pessoas acabam se arrependendo, já que há alguns mouses muito pesados que complicam a navegação e causam cansaço.

Para solucionar esse tipo de inconveniente, várias fabricantes bolaram sistema de ajuste de peso. Geralmente, dispositivos gamers trazem esse tipo de regulagem, o que realmente vem a calhar para quem busca precisão. Se este for o caso, você precisa conferir se o esquema de instalação dos pesos é fácil e quantas peças acompanham o produto.

Aproveitando o assunto, vale comentar sobre outras regulagens dedicadas especialmente aos usuários que buscam melhores resultados durante a jogatina. Um dos principais aspectos observados em mouses gamers é a quantidade de DPI (pontos por polegada), o que na teoria significa que o mouse capta melhor os movimentos e apresenta melhores resultados.

Conforme já comentamos em um artigo completo aqui no TecMundo, a história não é bem assim. O DPI é um quesito importante a ser observado, mas você não precisa obrigatoriamente adquirir um periférico com 8.200 DPI.

Essa especificação depende muito de como você usa o mouse, sendo importante realizar testes prévios antes de pagar fortunas e usá-lo sempre na configuração de 1.600 DPI. Não custa também conferir se o modelo escolhido traz botões dedicados (e de fácil acesso) para alternar entre os perfis de DPI.

Aqui também vale acrescentar a questão do tempo de resposta (que está diretamente ligada à frequência), que é de suma importância para jogos. A maioria dos mouses dessa categoria trazem configurações para você alternar entre 125, 250, 500 e 1.000 MHz, então basta testar e ver qual se ajusta melhor ao seu perfil.

Estética e luzes

Para finalizar, sugerimos averiguar a questão da aparência. É claro que você possivelmente já tomou a sua decisão quanto ao visual do produto ao definir o melhor layout, mas é importante ressaltar que são duas coisas bem diferentes.

A estética está muito envolvida com o estilo. Nesse ponto do processo de análise, é preciso reparar em questões como texturas (carcaça, botões, rodinha, parte inferior), qualidade de construção (se há parafusos aparentes, se o produto é resistente), acabamento (se não há defeitos, se tudo se encaixa perfeitamente) e combinação do conjunto.

Aqui, você também deve conferir como é o esquema de iluminação do mouse — algo mais comum em modelos para jogos. É possível definir diferentes esquemas de iluminação? Quais áreas possuem luzes próprias? Tudo isso e muito mais deve ser levado em conta, já que você o utilizará todos os dias e por um longo tempo.

Bom, é claro que essas não são todas as dicas para comprar um mouse. Você ainda deve pensar na questão da conexão (se é via cabo ou wireless), o alcance do sinal sem fio, a duração da bateria, o processador interno e outros detalhes. No fim das contas, o processo de pesquisa acaba sendo bem complexo, mas todas essas etapas são importantes para garantir que você faça a escolha certa!

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