Não é de hoje que muitas pessoas que usam o computador para atividades mais simples pouco se importam com o hardware e dão atenção apenas para os itens externos — e até descontam a raiva nessas peças quando o PC dá aquela travada, ainda que a culpa geralmente seja do hardware.

Todavia, quem é adepto dos computers sabe que toda a configuração interna do PC é muito importante, mas é fato que não podemos menosprezar o importante papel dos periféricos, afinal são eles que vão fazer a ponte entre o mundo real e o virtual.

Pois bem, quem já usou um mouse com formato muito bizarro sabe bem do que estamos falando aqui. E é válido salientar que não estamos tratando apenas da carcaça do dispositivo. Às vezes, o posicionamento dos botões, os materiais empregados e outros detalhes mínimos acabam dificultando o uso diário do computador.

Levando todos os aspectos deste acessório em conta e ainda pensando que cada pessoa tem uma “pegada” diferente, nós resolvemos fazer um artigo com algumas dicas com os principais aspectos que você deve levar em conta na hora de escolher um mouse para o seu PC Gamer ou mesmo para o seu PC mais básico.

Layout e anatomia

Há muitas coisas a serem consideradas em um mouse, mas acreditamos que formato e layout sejam características fundamentais para a escolha de um mouse. Há uma infinidade de layouts para os mais diferentes tipos de mão.

Se você tem a mão pequena (ou busca um acessório bem portátil), um periférico de dimensões reduzidas pode ser o mais interessante, porém não espere conseguir um dispositivo recheado e curvas e detalhes complexos, pois os produtos menores são bem mais simples em sua forma.

Agora, se você quer um mouse para usar no PC de mesa e se sua mão é grande, então há um leque maior de opções. As fabricantes bolam diferentes layouts para os tantos tipos de pegadas. Alguns periféricos são específicos para destros, com curvas apropriadas para quem navega com a mão direita.

Obviamente, algumas empresas produzem acessórios para canhotos, com um molde que deve facilitar o uso da setinha àqueles que usam a mão esquerda. E há ainda modelos que possuem lados simétricos, o que garante anatomia para todos os usuários (ou quase todos). De qualquer forma, vale testar alguns layouts antes de atirar no escuro e comprar um periférico que não se adapte à sua mão.

Às vezes, uma simples curva para repousar o dedo na lateral do mouse — como no Viper V570 — já garante melhor usabilidade. Além dessa questão, temos de pensar no peso do produto. Há mouses que são muito leves e dificultam o uso para algumas situações, então modelos como o Aorus M5 ou mesmo o Viper V570 podem facilitar a vida, já que eles contam com regulagem de peso.

É importante colocar aqui ainda que não estamos tratando apenas de formas prontas. Há alguns mouses como o EVGA Torq X10 Carbon que trazem regulagens até mesmo para a altura do apoio traseiro da palma da mão, o que torna seu uso ideal independente do formato da mão do usuário.

Falando em layout, só para você ter uma ideia, há três tipos de “pegadas” que são projetadas pelas fabricantes: Palm Grip, Claw Grip e Tip Grip. Cada uma visa atender a um tipo de consumidor, facilitando a forma como a pessoa clica e movimenta o acessório.

O Palm Grip é o mais popular e, conforme o nome sugere, ele abrange mais a palma da mão, deixando os dedos quase que totalmente sobre os botões. Com esse tipo de mouse, você pode repousar quase toda a mão sobre o periférico e navegar confortavelmente.

O Claw Grip é um tipo de mouse mais voltado para games (principalmente jogos de estratégia). Com este layout, a palma da mão fica mais arcada e os dedos fazem menos contato. A forma como a mão repousa sobre o componente é parecida com uma garra. Esse tipo de mouse dá mais agilidade e precisão no controle.

Por fim, temos o Tip Grip. Como o nome informa, este tipo de pegada deixa o mouse na ponta dos dedos. Esses mouses geralmente são bem leves e pequenos. Eles servem para dar mais velocidade, o que realmente acontece. Entretanto, quem precisa alternar entre rapidez e precisão acaba não obtendo sucesso, já que é difícil controlar a setinha.

DPI, Polling rate e outras configurações

Um dos principais aspectos observados em mouses gamers é a quantidade de DPI (pontos por polegada), o que na teoria significa que o mouse capta melhor os movimentos e apresenta melhores resultados.

Conforme já comentamos em um artigo completo aqui no TecMundo, a história não é bem assim. O DPI é um quesito importante a ser observado, mas você não precisa obrigatoriamente adquirir um periférico com 24.000 DPI — como é o caso do Redragon King Cobra que mostramos no The Hardware Show.

Mouse gamer com DPI elevado

Essa especificação depende muito de como você usa o mouse, sendo importante realizar testes prévios antes de pagar fortunas e usá-lo sempre na configuração de 1.600 DPI. Não custa também conferir se o modelo escolhido traz botões dedicados (e de fácil acesso) para alternar entre os perfis de DPI.

Aqui também vale acrescentar a questão do tempo de resposta (que está diretamente ligada à frequência), que é de suma importância para jogos. A maioria dos mouses dessa categoria trazem configurações para você alternar entre 125, 250, 500 e 1.000 MHz, então basta testar e ver qual se ajusta melhor ao seu perfil.

Observando as funções

Finalmente, você deve averiguar a quantidade de botões. Se você necessita apenas do básico, qualquer acessório com três botões (esquerdo, direito e rodinha) é suficiente. Contudo, para quem busca funções avançadas, como atalhos para usar em alguns softwares, ou pretende usar este periférico para jogos, a história muda completamente.

É importante comentar aqui que um mouse com botões adicionais nem sempre significa um gasto absurdo. Na verdade, até mesmo alguns produtos mais simples já trazem elementos adicionais. Muitas fabricantes incluem dois botões extras para navegação na web (avançar e retroceder), sendo que você também pode personalizar as funções para outras atividades.

Aliás, aqui está algo importante a ser observado. No caso de mouses mais avançados, você pode conferir na hora de investigar preços e funções se o modelo escolhido possui algum software específico que ofereça vantagens na hora da utilização. Muitos dispositivos trazem opções para que você programe macros (combinações de botões para determinadas tarefas) e altere a iluminação e outros aspectos do seu periférico.

Vale analisar ainda o tipo de rodinha do mouse. Há alguns periféricos que trazem elementos para uma rolagem ininterrupta, enquanto outros contam com scroll em níveis, sendo possível rolar a tela com pausas. Nesse sentido, o Logitech G700S já é um modelo mais robusto, pois traz as duas configurações e possui uma trava para alternar entre elas.

Estética e luzes

Para finalizar, sugerimos averiguar a questão da aparência. É claro que você possivelmente já tomou a sua decisão quanto ao visual do produto ao definir o melhor layout, mas é importante ressaltar que são duas coisas bem diferentes.

A estética está muito envolvida com o estilo. Nesse ponto do processo de análise, é preciso reparar em questões como texturas (carcaça, botões, rodinha, parte inferior), qualidade de construção (se há parafusos aparentes, se o produto é resistente), acabamento (se não há defeitos, se tudo se encaixa perfeitamente) e combinação do conjunto.

Aqui, você também deve conferir como é o esquema de iluminação do mouse — algo mais comum em modelos para jogos. É possível definir diferentes esquemas de iluminação? Quais áreas possuem luzes próprias? Tudo isso e muito mais deve ser levado em conta, já que você o utilizará todos os dias e por um longo tempo.

Bom, é claro que essas não são todas as dicas para comprar um mouse. Você ainda deve pensar na questão da conexão (se é via cabo ou wireless), o alcance do sinal sem fio, a duração da bateria, o processador interno e outros detalhes. No fim das contas, o processo de pesquisa acaba sendo bem complexo, mas todas essas etapas são importantes para garantir que você faça a escolha certa!

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