Diante da polêmica sobre o processador mais lento da versão brasileira do Moto Z, a Motorola/Lenovo resolveu vir a público comentar o seu posicionamento sobre a situação. Por meio da assessoria de imprensa da fabricante, o TecMundo teve a oportunidade de conversar com Renato Arradi, gerente de produtos da área de Mobile da Lenovo, para esclarecer esse caso.

Caso você não se lembre, na última sexta-feira (17) compartilhamos a notícia de que a versão norte-americana do Moto Z teria um processador com clock máximo superior ao que seria encontrado no aparelho em outras partes do mundo. Querendo se afastar da uma possível associação com a prática de outras fabricantes de trazer aparelhos "mais fracos" para cá, Renato Arradi comentou o caso e explicou os motivos que levaram a Lenovo/Motorola a tomar essa decisão.

Moto Z e a polêmica do processador "mais fraco"

Uma questão de mercado

De acordo com o gerente de produtos da área mobile da Lenovo, a existência de um Moto Z com clock superior quando comparado ao de outras partes do mundo se resume a um único país: Estados Unidos. Por lá, a operadora Verizon – com a qual a fabricante tem parceria para distribuir o smartphone – impôs alguns limites de rede e desempenho que precisam ser respeitados para que o aparelho possa ser comercializado.

A existência de um Moto Z com clock superior quando comparado ao de outras partes do mundo se resume a um único país: Estados Unidos

Segundo Arradi, atender a exigência da operadora é o motivo que levou a Lenovo/Motorola a entregar um modelo com clock superior do Moto Z. A decisão passa longe da estratégia de desfavorecer determinado mercado, o que é corroborado pelo fato de que somente nos Estados Unidos a versão com 2,2 GHz será comercializada.

Ao contrário do que se estava falando, no Reino Unido, o modelo com clock máximo de 1,8 GHz também estará presente. De acordo com Arradi, tudo não passou de um erro de divulgação na própria página, informação que já foi devidamente corrigida. Com exceção dessa especificação, todos os outros aspectos serão os mesmos, incluindo modelo do chipset, quantidade de memória RAM e outras características.

De acordo com a Lenovo/Motorola, os consumidores não devem ficar preocupados

Específico para cada mercado

Renato Arradi destaca que a escolha de um modelo específico para determinado mercado não é algo necessariamente exclusivo da linha Moto Z. No caso do Moto G4, smartphone recentemente analisado pelo TecMundo, encontramos características especialmente pensadas no público brasileiro – suporte a DTV e dual SIM – e que poderiam fazer dele uma versão "superior" quando comparado àqueles encontrados no exterior.

Portanto, de acordo com a Lenovo/Motorola, não há com que se preocupar. É lógico que o modelo internacional poderá apresentar uma diferença de desempenho quando comparado à versão norte-americana, mas Arradi garante que isso dificilmente será notado pelo usuário.

De acordo com a Lenovo/Motorola, não há com que se preocupar

Ainda segundo o executivo, o Moto Z tem previsão de lançamento para setembro no mercado brasileiro. Quando tivermos acesso a esse smartphone, poderemos finalmente constatar se essa diferença no clock vai fazer diferença para os consumidores.

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