Táxis elétricos da Tesla são proibidos por comissão em Nova York

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Um projeto da startup Revel de lançar uma frota de táxis elétricos da Tesla na cidade de Nova York foi frustrado pela Comissão de Táxis e Limusines (TLC), agência que regulamenta e licencia os táxis Medallion (amarelos) e também veículos de aluguel, vans e limusines de luxo na Big Apple.

Em votação realizada na terça-feira (22), a comissão, composta majoritariamente por representantes da comunidade, deliberou por cinco votos a um por negar a licença da Revel, que pretendia colocar nas ruas a sua frota de 50 táxis elétricos Model Y da Tesla. Após uma longa reunião, a comissão decidiu que não irá permitir a “outra empresa, capitalista ou não, inundar nossas ruas com carros adicionais”.

O presidente da TLC, Aloysee Heredia Jarmoszuk, explicou ao MarketWatch que não seria sustentável permitir um número ilimitado de veículo novos circulando em uma cidade com congestionamentos históricos de tráfego. Porém, o porta-voz afirmou que a Revel poderia operar se comprasse 50 carros a gás e, posteriormente, trocasse suas licenças para veículos elétricos.

A reação da Revel

Fonte: Revel Tesla/DivulgaçãoFonte: Revel Tesla/DivulgaçãoFonte:  Revel Tesla 

A Revel é uma startup conhecida pela sua frota de scooters elétricas em Nova York. Como é muito difícil conseguir uma licença para táxis na cidade, a empresa planejava utilizar incentivos fiscais da metrópole para acelerar o projeto de implantação de carros elétricos como táxis.

Após ter feito investimentos na adaptação do Model Y, adicionando uma tela ao banco traseiro e removendo o banco do passageiro da frente para criar mais espaço, o CEO da Revel, Frank Reig, afirmou ao site Electrek que a solução de compra de 50 veículos a gás é "a própria definição de limitar a concorrência no mercado”.

Segundo o executivo, além de uma experiência de táxi com emissão zero, a proposta da Revel oferecia tratamento justo e pagamento estável para motoristas, algo que a TLC pede há anos. Em entrevista coletiva, Reig afirmou que a empresa não desistiu de "ir às ruas" com seus elétricos.

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