Petroleiros elétricos terão bateria equivalente a 41 Tesla Model S

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A empresa Asahi Tankers anunciou a compra de duas unidades do primeiro navio petroleiro totalmente elétrico do mundo. Com previsão de entrega para março de 2022 e 2023, respectivamente, as unidades serão equipadas com um imenso conjunto de baterias com quase 3,5 MWh de capacidade. Seu principal objetivo será auxiliar no reabastecimento de outras embarcações na costa do Japão e fornecimento emergencial de energia em casos de desastres naturais em Tóquio.

O novo modelo terá propulsores da Kawasaki Heavy Industries (KHI), energizados pelo conjunto de baterias Orca ESS de 3.480 kWh, desenvolvido pela Corvus Energy — a capacidade equivale de 41 Model S Long Range, carro elétrico de maior autonomia da Tesla, com 85 kWh. Gigante, ele possuirá 62 metros de comprimento e 10,3 metros de largura, com velocidade máxima estimada em 10 nós (cerca de 18,52 km/h).

A decisão pode definir o início de mudanças positivas na categoria em relação ao meio ambiente, já que os maiores modelos de navios petroleiros podem emitir níveis de poluição comparáveis a milhões de veículos domésticos tradicionais. Isso se dá pelo alto nível de enxofre presente no combustível necessário para o funcionamento destas embarcações, algo evitado nos novos modelos elétricos.

Ilustração do novo petroleiro elétrico da Asahi Tankers. (Fonte: Asahi Tankers / Reprodução)Ilustração do novo petroleiro elétrico da Asahi Tankers. (Fonte: Asahi Tankers / Reprodução)Fonte:  Asahi Tankers 

Segundo a Asahi Tankers, o novo petroleiro elétrico adotará o conceito "e5", com a sigla em inglês representando os principais valores de um serviço de transporte confiável, seguro e de alta qualidade, sendo eles: eletrificação, meio ambiente, evolução, eficiência e economia.

A empresa comenta os benefícios do novo modelo: "Os dois navios-tanque atingirão zero emissões de CO2, NOx, SOx e partículas graças ao seu sistema de energia central totalmente elétrico, reduzindo drasticamente seu impacto ambiental" diz o comunicado. Além dos benefícios sustentáveis, a mudança pode ser mais viável economicamente, visto que reduz custos.