Os motoristas da Uber de todo o mundo marcaram para hoje (8) uma grande paralisação em todo o mundo, em protestos para mostrar o descontentamento da categoria com valores pagos e falta de benefícios. Isso tudo a um dia da oferta pública inicial (IPO) na Bolsa de Valores. Dito e feito: em vários países os condutores deixaram as ruas e o resultado para quem usa o aplicativo são tarifas bem mais altas.

Isso porque, com menos carros operando, as taxas dinâmicas sobem e em Curitiba, por exemplo, estão 2,6 vezes maior. Em São Paulo, uma corrida de Perdizes à região central às 8h, que costumava ficar em torno de R$ 10, está custando R$ 15. O mesmo acontece no Rio de Janeiro e em outras capitais brasileiras.

UBERFonte: Banda B

Em cidades de todo o mundo — como Nova York, Londres, e Paris — várias pessoas se aglomeram para manifestar o descontentamento contra o valor que fica com a companhia, algo entre 20% a 25% do valor das corridas. Quem trabalha com a Lyft também se juntou à multidão para reclamar da companhia, que também estreou recentemente na Bolsa de Valores.

Embora haja toda essa movimentação, no Brasil várias praças já começam a ver o serviço se normalizando, seja pelos “fura-greve” que não participaram ou pelos que vão deixando os protestos — até porque o pessoal da 99 e do Cabify continua operando normalmente.

Resposta da Uber e da Lyft

Ambas as companhias falaram sobre os protestos, em resposta ao Business Insider. A direção internacional da Uber disse o seguinte:

"Os motoristas estão no coração do nosso serviço — não podemos ter sucesso sem eles — e milhares de pessoas entram no trabalho todos os dias na Uber, concentradas em como tornar sua experiência melhor, dentro e fora da estrada. Seja com ganhos mais consistentes, proteções de seguro mais sólidos ou títulos de quatro anos totalmente financiados para motoristas ou suas famílias, continuaremos trabalhando para melhorar a experiência para e com os motoristas. "

Já a Lyft falou:

"Os ganhos por hora dos motoristas Lyft aumentaram nos últimos dois anos e eles ganharam mais de US$ 10 bilhões na plataforma Lyft. Mais de 75% dirigem menos de 10 horas por semana para complementar seus empregos. Em média, eles ganham mais de US$ 20 por hora. Sabemos que o acesso a uma renda extra e flexível faz uma grande diferença para milhões de pessoas e estamos trabalhando constantemente para melhorar a forma de melhor servir nossa comunidade de motoristas."