Anthony Levandowski é uma figura controversa na história da Uber: o ex-engenheiro da Waymo e que foi contratado pela Uber para liderar os esforços da empresa na área de direção autônoma – aí ele se tornou o pivô de um dos maiores escândalos que a plataforma de ride sharing poderia ter se enfiado, sendo acusado de ter roubado arquivos da “irmã da Google”.

Agora, o mesmo rapaz teve conversas suas com o então CEO da Uber, Travis Kalanick, reveladas. Nelas, o ex-engenheiro diz que a dupla deveria lançar um perfil nas redes sociais chamado “FakeTesla” para expor Elon Musk, CEO da empresa que era vista como uma das principais concorrentes na área de carros autônomos.

A conversa mostra que existia uma certa obsessão com a Tesla e revelam também que a intenção era expor incoerências no que Musk falava e o que acontecia de fato, se referindo ao fato de que o executivo disse que seus carros eram seguros e não precisavam de sensores LiDAR, enquanto diversos relatos de acidentes estavam aparecendo.

“Temos que começar a cobrar Elon pelas coisas que ele fala. Não estou nas redes sociais, mas vamos começar com o “faketesla” e começar a dar lições de física para as merdas estúpidas que Elon fala”, diz uma das mensagens de Levandowski.

A conta @FakeTesla no Twitter já foi suspensa, o que mostra que a ideia não saiu do papel pra valer – para a sorte de Kalanick e Levandowski, que já tinha sujeira o suficiente nas mãos para limpar.