A Microsoft anda tendo uma relação no mínimo inusitada com o mercado de dispositivos moveis, se mostrando atrasada nos ajustes finais de seu Windows 10 Mobile e investindo com bastante empenho no território do Android com seus aplicativos. No entanto, quando se fala da situação de sua divisão mobile como um todo, a situação é relativamente mais delicada. Com o empenho menor na venda de dispositivos próprios, a nova rodada de demissões no setor parece ter atingido a filial finlandesa da marca.

Desde que o atual chefão da empresa, Satya Nadella, decidiu reduzir consideravelmente os gastos no mercado de smartphones para se focar em áreas mais lucrativas, as vendas ano a ano de celulares da linha Lumia caiu mais do que 50% – com a perspectiva que o cenário fique ainda pior no futuro. Claro que isso significa que a Microsoft precisou passar a navalha na própria carne e demitir uma parte de seus colaboradores que trabalhavam exclusivamente nesse ramo dos negócios.

Segundo o jornal Helsigin Sanomat, esses primeiros cortes de 2016 aconteceram exatamente no país europeu que originou a Nokia – adquirida pela Empresa de Redmond em 2014. Na última quarta-feira (10), o periódico finlandês revelou que dezenas de funcionários locais foram dispensados, com a maioria deles sendo composta de trabalhadores do setor de marketing. A medida, apesar de mais branda, lembra a demissão em massa realizada no ano passado, que reduziu a força de trabalho da Microsoft na Finlândia de 3,2 mil para 2,3 mil pessoas.

Falando à publicação, um porta-voz disse que a ação de agora não tem a ver com os mais de 7,8 mil cortes planejados pela empresa em 2015, fazendo parte de estratégias pontuais da dona do Windows. “As reduções de vagas estão espalhadas por mais de um setor e em diferentes países, refletindo adaptações as necessidades dos negócios”, revelou a pessoa, dizendo ainda que todo o processo tem sido conduzido com o mais profundo respeitos pelos indivíduos afetados.

Mesmo com os boatos de que a Microsoft estaria passando a bola da produção de hardware mobile e venda de aparelhos para parceiros, fica difícil dizer se isso deve dar conta de manter a companhia relevante no segmento ou, ainda, se vai evitar futuras ondas de demissões.

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