Durante a última conferência Build realizada pela Microsoft, a empresa de Redmond apresentou alguns detalhes sobre o seu maior equipamento — literalmente falando. Tratava-se do Microsoft Surface Hub, um dispositivo de tablets Surface que possui fins muito mais específicos do que os produtos atualmente no mercado. Caso você não saiba, estamos falando de um aparelho que pode ter tela de 55 ou 84 polegadas.

Como você deve estar imaginando, é um equipamento bem maior do que os que qualquer consumidor precisa para seus jogos portáteis ou mesmo para navegar na internet. Pois a própria Microsoft afirma que ele é destinado a profissionais de televisão e empresários que precisam de grandes telas, sendo que os grandes recursos são destinados à utilização como: sistema de videoconferências, quadro branco digital e substituto para projetores.

Não há dúvidas de que o Surface Hub seja o computador com Windows 10 mais caro do mercado, e os grandes motivos para isso estão na fabricação local (que vamos explicar logo a seguir) e na produção ainda pequena. E é claro que o investimento no desenvolvimento e o custo de produção também influenciam nisso tudo.

Alto custo de produção

Estamos falando de um dispositivo que é muito mais que um “tablet gigante”. O painel utilizado nas telas vai muito além dos dez pontos de toques que estamos acostumados a ver nos tablets e smartphones e isso exige uma tecnologia mais avançada. Entre os grandes diferenciais estão a taxa de atualização de 120 Hz e o tempo de resposta para fazer com que as execuções sejam em tempo real.

As conexões também vão além da internet, oferecendo suporte para redes mais limitadas e personalizadas — que permitirão a emulação dos hubs em outros tablets, por exemplo. Tudo isso envolve um desenvolvimento de alto custo e também hardware de alto padrão — afinal de contas, a Microsoft não pode contar com a sorte nessa nova tentativa de mercado.

Nada de fábrica chinesa! Ele é fabricado nos EUA

Ao contrário do que acontece com os tablets Surface, o Hub não é produzido na China. A fabricação dele está sendo realizada nos Estados Unidos, em uma fábrica localizada em Wilsonville — apesar de haver um selo informando que a produção é em Portland, ambas cidades localizadas no estado de Oregon. As linhas de montagem são da Perceptive Pixel, uma empresa comprada pela Microsoft em 2012.

Vale dizer que os componentes eletrônicos não são oriundos dos EUA. Apesar de a montagem ser feita totalmente no país, o hardware é importado de outros países — como Japão e China. De acordo com o Oregon Live, hoje existem pouco mais de 200 colaboradores na fábrica e isso engloba funcionários de montagem, engenheiros e designers que trabalham nos ajustes dos equipamentos.

Como reduzir custos?

Hoje, o Surface Hub está sendo prometido com valores bem altos. De acordo com a própria Microsoft, o modelo de 55 polegadas será vendido por US$ 7 mil, enquanto a versão de 84 polegadas não deve surgir por menos de US$ 20 mil. Como nós mencionamos anteriormente, os aparelhos estão sendo produzidos em pequenas quantidades e montados nos Estados Unidos, o que certamente influencia no preço.

Caso o Hub consiga evoluir no mercado — a ponto que valha a pena internacionalizar as linhas de montagem —, é esperado que a produção dele seja levada para outros países com mão de obra e custos de produção mais baratos. Ou seja... É preciso que o mercado receba o aparelho “de braços abertos” para que a Microsoft julgue interessante levar a produção para a China, por exemplo.

Somente dessa forma, poderemos ver os aparelhos tendo preços reduzidos para o mercado internacional. Se isso vai mesmo acontecer, ainda é cedo para dizer. É certo que a Microsoft aposta nisso, mas ainda precisamos ver a reação dos consumidores para afirmar se os produtos realmente farão o sucesso esperado pela fabricante norte-americana.

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As vendas do Surface Hub da Microsoft começam no dia 1º de julho e serão limitadas aos Estados Unidos, por enquanto. Ainda não se sabe quando os materiais serão levados para outros países, mas é bem possível que isso aconteça ainda neste ano. Será que o Hub vai conseguir o sucesso que a fabricante espera?

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