(Fonte da imagem: Reprodução/Financial Times)

É difícil pensar na Microsoft sem associá-la ao Windows. Mas você conseguiria acreditar se nós disséssemos que o sistema operacional não é mais o grande responsável pelos ganhos financeiros da empresa de Redmond? Pois deveria, afinal de contas o Windows ficou para trás já faz dois anos. Desde 2012, o grande líder dos relatórios para investidores da Microsoft é o departamento de servidores e computação em nuvens.

Como mostra o gráfico criado pelo Financial Times, em 2005 o setor era responsável por pouco menos de US$ 10 bilhões nos ganhos, ficando um pouco acima do Windows. Essas mesmas posições foram mantidas até 2010, quando o Windows atingiu a liderança, chegando próximo aos US$ 14 bilhões, enquanto os serviços em nuvem ficaram estabilizados perto dos US$ 12 bilhões desde 2009.

É interessante notar que a divisão Windows deu um grande salto no ano de 2010 justamente pelo lançamento do Windows 7 no final de 2009. Por três anos seguidos o sistema operacional manteve o grau de importância nas finanças da Microsoft, ficando acima dos US$ 10 bilhões. Porém, em 2012 a divisão voltou a decair, chegando a menos de US$ 9 bilhões em 2013.

Uns caem, outros sobem

Enquanto o Windows sofreu com ondulações nas finanças, a divisão de negócios e ferramentas digitais — como o Office 365 — só cresceu. Desde 2007 conseguindo arrecadar mais de US$ 10 bilhões anuais para a Microsoft, a divisão chegou ultrapassou a marca dos US$ 15 bilhões nos dois últimos anos, algo que nem mesmo o Windows havia conseguido. Servidores e computação em nuvens também crescem constantemente e já somam mais de US$ 8 bilhões nas entradas.

(Fonte da imagem: Reprodução/Microsoft)

Vale lembrar que o setor de servidores e ferramentas é o departamento que nos últimos anos foi liderado por Satya Nadella — o mesmo que foi anunciado como CEO da Microsoft nesta semana. Será que a Microsoft vai conseguir absorver de Nadella no cargo de CEO o mesmo que conseguiu quando ele estava em seu papel anterior? Se isso acontecer, é bem provável que nos próximos relatórios vejamos o Windows voltando a crescer nos ganhos da empresa de Redmond.

Entretenimento e games

Entre 2005 e 2007, a divisão de entretenimento da Microsoft sofreu prejuízos complicados. Isso só foi estabilizado em 2008, continuando na mesma situação em 2009. Nos dois anos seguintes o departamento conseguiu lucros para a empresa de Redmond, mas não manteve os bons números em 2012 e 2013 — apesar de ter se mantido com pequenos lucros.

(Fonte da imagem: Divulgação/Microsoft)

É importante dizer que esse segmento é liderado pelo Xbox e vários analistas afirmam que a Microsoft não o abandona para manter os consumidores mais jovens ligados à marca.  Outro serviço que faz parte do setor de entretenimento é o Skype, adquirido em 2011 por US$ 8,5 bilhões.

Bing: o grande vilão das finanças

O Bing é o principal produto da divisão serviços online da Microsoft e muitos o culpam pelo péssimo desempenho do setor. Desde 2007, essa divisão só apresenta prejuízo e muitos questionam os motivos pelos quais a Microsoft não abandona os projetos que possui. Em 2012, as perdas relacionadas aos serviços online ficaram em torno dos US$ 8 bilhões, o que realmente não agrada investidores. Em 2013 os resultados foram melhores, mas o prejuízo continuou.

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Respondendo à questão abordada pelo título da matéria, a Microsoft ganha dinheiro, principalmente, com Windows e serviços para negócios — cerca de 80% da plataforma Office é vendida para corporações. É claro que o Windows vem perdendo espaço nos últimos anos, mas também é claro que a Microsoft espera reverter esse quadro levando a expertise de Satya Nadella para a liderança.

Se isso vai mesmo funcionar, nós só saberemos em alguns anos. Para 2014 é bem difícil que vejamos muitas mudanças, mas é interessante ficar ligado nas ações da Microsoft no mercado durante 2015 em diante. Você acha que o novo CEO pode levar a Microsoft a ganhos mais altos do que os atuais?

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