Ninguém à vista para esquentar a cadeira de Ballmer. (Fonte da imagem: Reprodução/CNN Money)

É inegável o progresso que Steve Ballmer conseguiu promover até agora liderando uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. Nos últimos 13 anos, ele consegui multiplicar todos os indicadores financeiros da Microsoft, mas como parte de uma política de renovação e reorganização, o próprio Ballmer vai deixar de fazer parte da empresa nos próximos 12 meses.

O executivo anunciou sua aposentadoria ontem e, no mesmo instante as especulações sobre quem poderia substituir tamanha figura começaram na empresa. Entre os nomes que já fazem parte do quadro de colaboradores da Microsoft, há poucas alternativas que possam ser escolhidas. Logo, trazer alguém de fora para guiar a Gigante de Redmond nos próximos anos parece uma opção viável. Mas será mesmo que uma companhia do tamanho da Microsoft traria uma pessoa que não faz parte do seu pessoal justamente para ocupar a cadeira mais importante da organização?

Os nomes da vez

As especulações que começaram a surgir na Microsoft sobre um possível substituto para Ballmer já estão afunilando para dois prováveis candidatos ao cargo de CEO para o próximo ano. Um deles é Tony Bates, que coordena o desenvolvimento de negócios na empresa. Bates chegou à Microsoft quando o Skype foi incorporado por ela. Ele já passou por vários setores da empresa e é um nome bastante significativo nos corredores de Redmond.

Bates tem experiência como CEO e já faz parte da Microsoft. (Fonte da imagem: Reprodução/Gigaom)

Outra possibilidade interna é o gerente dos serviços de nuvem e engenharia corporativa, Satya Nadella. O executivo tem uma carreira de longa data dentro da empresa, mas parece uma alternativa menos provável, já que Bates já ocupou cargos importantes na Cisco e foi CEO do Skype antes vender a empresa para a Microsoft.

Pesca em mar aberto

Mesmo com o nome de Bates sendo bem cotado, as especulações internacionais acerca da ocupação do cargo de Ballmer para 2014 parecem apontar com mais propriedade para pessoas que não estão ligadas à Microsoft, o que seria um tanto controverso, mas dependendo da opção, nem tanto.

Um possível nome para liderar os 90 mil funcionários e intermináveis negócios e departamentos da Microsoft é o atual CEO do Netflix, Reed Hastings. O executivo já fez parte do conselho da Microsoft por cinco anos e, no ano passado, anunciou que não concorreria mais ao cargo, dedicando-se exclusivamente à empresa de serviços de streaming.

Outra opção externa que já teve ligações com a Microsoft e pode voltar à empresa é Stephen Elop. Em 2010, ele se tornou CEO da Nokia e tem agilizado os negócios da empresa em torno do Windows Phone. Como a finlandesa e a norte-americana têm nutrido laços bem próximos nos últimos anos por conta do WP, essa pode ser uma escolha lógica e conveniente para a Microsoft no campo da telefonia móvel.

Elop poderia melhorar a relação Nokia - Microsoft. (Fonte da imagem: Reprodução/TechnoBuffalo)

Mesmo com essas possibilidades já marcadas no caderninho dos investidores da Microsoft, o fato é que não existe uma escolha óbvia o suficiente até o momento. Dizem que se a empresa tivesse alguém qualificado o suficiente para ocupar a cadeira vacante, essa pessoa seria anunciada juntamente com o pedido de aposentadoria de Ballmer.

De qualquer forma, quem ficar no lugar do chefão da Microsoft terá que lidar com uma empresa ramificada em praticamente todo o mundo e que atua nos mais diversos setores que tangem a tecnologia. Fora isso, a possível transformação da empresa em uma companhia de “software e hardware casados” — vide Surface — pode não ser um caminho fácil, assim como a luta pelo mercado de SOs mobile também. Além do mais, o maior produto da empresa, o Windows, pode estar perdendo seu campo de atuação, com a perda do fôlego da indústria de PCs nos últimos anos.

Seja qual for a escolha da Microsoft, deve ser alguém de acordo com as novas políticas internas que a empresa acabou de começar a implantar, renovando sua organização. Com isso, nos próximos meses, devemos ouvir mais sobre isso e afunilar ainda mais a lista para nomes mais concretos.

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