O Windows Phone 7 é a aposta da Microsoft no mercado de smartphones. Apesar de chegar um pouco atrasada nessa disputa, a gigante do software têm investido muitos recursos para entregar uma experiência de qualidade para o consumidor.

Anunciado oficialmente em fevereiro de 2010, o Windows Phone 7 causou grande impacto entre a mídia especializada e geeks ao redor do mundo. Desde a época em que foi apresentado ao mundo, o sistema da Microsoft tem dividido opiniões: há quem acredite que se trata de algo revolucionário e quem duvide do potencial desse terceiro competidor (que desafia o Android e iOS).

Aprovamos

(Fonte da imagem: Divulgação / Microsoft)

Tiles

Uma das características responsável por criar opiniões tão divergentes entre o público foi a linguagem visual adotada pela Microsoft, que é radicalmente diferente do que se tinha, até então, no Android e iOS.

O principal elemento da interface do Windows Phone 7 são as “Tiles” (Ladrilhos). Esses quadriláteros, presentes tanto na tela inicial como em outras áreas do sistema, desempenham várias funções. Eles servem como botões (atalhos), áreas de notificação (para os aplicativos como email e SMS) e até mesmo mosaicos (no caso da agenda de contatos).

(Fonte da imagem: Divulgação / Microsoft)

Os Hubs

A solução da Microsoft para a organização dos aplicativos no Windows Phone 7 são os “Hubs” (Agrupamentos), que foram projetados para concatenar diversas informações e apps que têm uma ligação temática muito forte.

Por exemplo, o “Hub” Office agrupa os programas da suíte de produtividade da Microsoft sob a mesma “Tile”, na tela incial do Windows Phone 7. Ao acessar essa seção, o usuário encontra os aplicativos OneNote, Word, Excel e PowerPoint.

(Fonte da imagem: Divulgação / Microsoft)

Tipografia

Outra característica marcante do Windows Phone 7 é o cuidado com as fontes usadas no sistema. Ao abrir algum aplicativo, principalmente os que foram desenvolvidos pela Microsoft, é comum que a interface cause certo espanto. Pois, a exemplo do Zune, a hierarquia de informações é baseada principalmente na posição e tamanho das letras na tela. Em outras palavras, os nomes dos menus e seções dos apps ficam em um tamanho muito maior que o restante dos elementos.

Cores sólidas

Além das belíssimas fontes desenvolvidas para o sistema, o que faz a tipografia do Windows Phone 7 parecer tão atrativa aos olhos é a ausência de elementos figurativos, ou seja, o sistema é baseado em cores sólidas, sem sombras e degradês para distrair o usuário.

Um dos padrões visuais que a Microsoft impôs nas regras de desenvolvimento de aplicativos para o Windows Phone 7 é a reprovação de mimetismos gráficos. Isso impede o uso excessivo de texturas e imagens que simulem materiais reais, como couro, metal, vidro etc. Além disso, reforça a identidade visual característica do sistema.

(Fonte da imagem: Divulgação / Microsoft)

Internet Explorer

O navegador padrão do Windows Phone 7 é o Internet Explorer, que, na versão móvel, provou ser um software agradável de se utilizar. A navegação é fluída e as páginas são carregadas em pouco tempo. Além disso, o sistema de múltiplas abas do navegador cria miniaturas dos sites abertos rapidamente e melhora muito a experiência de uso.

O teclado virtual

Outra solução inteligente da Microsoft foi o teclado virtual do Windows Phone 7. O modelo desenvolvido para o sistema conta com teclas grandes e espaçosas. Além disso, é fácil saber qual o botão pressionado, graças à ampliação das letras durante a digitação.

Apesar de não contar com uma resposta tátil (vibração) por padrão, o Windows Phone 7 emite um som muito agradável e discreto durante a utilização do teclado virtual. O volume é definido nas mesmas configurações do áudio do sistema.

Reprovado

(Fonte da imagem: Divulgação / Microsoft)

Listas de aplicativos

Ao deslizar o dedo horizontalmente, a partir da tela inicial, o usuário ganha acesso à lista de aplicativos. Essa seção sofre com um problema grave: quando o número de aplicativos é grande, fica muito trabalhoso navegar entre eles.

Diferentemente dos contatos, não é possível navegar diretamente de uma letra do alfabeto à outra por meio das “Tiles”, tampouco o usuário pode usar a busca embutida para localizar o aplicativo desejado.

(Fonte da imagem: Divulgação / Microsoft)

A busca

O sistema de busca, embutido no Windows Phone 7, não é universal. Ou seja, quando o usuário pressiona o botão dedicado, aparece o buscador Bing (da própria Microsoft), de forma que, não é possível buscar por apps, contatos e outras informações do telefone a partir dessa seção. Em alguns aplicativos, a busca é adaptada para funcionar com o conteúdo local, como na Lista de contatos.

Vale a pena?

O Windows Phone 7 é um sistema relativamente novo e ainda tem muitas deficiências, principalmente se comparado ao “maduros” iOS e Android. Porém, o sistema da Microsoft tem uma abordagem nova e destemida sobre como um sistema operacional para smartphones deve ser.

O usuário que gosta do Windows Phone 7 não é o geek que está sempre instalando uma ROM nova no seu aparelho Android, nem as pessoas que estão sempre atrás do último joguinho de passarinhos nervosos para o iPhone.

O sistema da Microsoft é para quem deseja o poder e a possibilidades de um smartphone moderno (ou seja, flexibilidade e com tenacidade tanto para trabalhar com a suíte Office quanto para se divertir com Angry Birds) somados à simplicidade e refinamento visual de um sistema novo, que oferece uma alternativa à mesmice atual do mercado. O Windows Phone 7 é um chamado à sobriedade.

Portanto, se você faz parte do grupo de pessoas que anseiam por um sistema novo, diferente, sólido e com grande refinamento visual, o Windows Phone 7 é uma alternativa que certamente vale a pena experimentar.

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