Ainda que o declínio da versão móvel do sistema operacional da Microsoft seja claro, muita gente tem esperança que a empresa volte a investir de forma agressiva na plataforma. Agora, o próprio chefão da marca veio a público dizer como a companhia acabou perdendo o timing da sua incursão pelo mundo mobile. Felizmente, isso não quer dizer que a dona do Windows vai parar de apostar em novas tecnologias para conquistar o mercado. Prova disso é que a realidade aumentada é vista como o grande foco de desenvolvimento da casa.

Esse papo sobre decisões tomadas no passado e perspectivas para o futuro parece ser algo bastante importante para Satya Nadella, CEO da Microsoft. Isso porque, a apenas alguns dias do evento que deve revelar novidades bombásticas da marca, o executivo deu uma entrevista ao editor-chefe do Wall Street Journal para esclarecer alguns pontos a respeito desses temas. “Claramente nós perdemos a explosão do mobile”, admitiu. Acompanhando o andamento desse cenário mobile, fica difícil discordar dessa afirmação.

O Windows Phone não conseguiu competir de igual para igual com seus concorrentes

Correndo atrás do segmento disputado fervorosamente por Android e iOS, a empresa não poupou esforço – e dinheiro – para tentar ampliar o alcance de seu Windows Phone. Em apenas alguns anos, além de prometer boas mudanças com o Windows 10 Mobile, a Microsoft comprou a divisão móvel da Nokia, assumiu o selo Lumia, teve um dos maiores prejuízos da história recente da companhia e, por fim, voltou atrás no negócio – vendendo seu pedaço da Nokia para a HMD Global e as fábricas de smartphones para uma subsidiária da Foxconn.

O mundo é a sua Área de Trabalho

Apesar desse cenário desfavorável, Nadella fez questão de falar de como a empresa vê seus negócios e até mesmo a estratégia tecnológica que pode vir a ser empregada em um possível PC do futuro. “O computador definitivo, para mim, é o mundo da realidade misturada. Seu campo de visão se torna um display infinito. Você enxerga o mundo e nele vê objetos virtuais e hologramas”, vislumbra o CEO, se referindo claramente a uma evolução natural – e consideravelmente avançada – do já bastante aguardado HoloLens.

Como a Microsoft decidiu abrir sua API holográfica para parceiros e desenvolvedores, a ideia é que esse segmento se expanda ainda mais no futuro próximo, dando origem a recursos que podem ser utilizados tanto em headsets AR quanto VR – ou, claro, combinando ambas as funcionalidades. Ainda que isso possa parecer um pouco conceitual demais em um primeiro momento, o executivo explica que essa aposta é semelhante a feita pela empresa há alguns anos com a linha Surface.

O futuro é poder mexer no computador sem limitações físicas

“Pense no que fizemos. Na época, as pessoas se perguntavam ‘O que é um 2 em 1?’, e, agora, essa é uma categoria em crescimento”, explicou ao Wall Street Journal. Assim, não seria estranho que as tecnologias de realidade aumentada e virtual acabassem se popularizando e chegando a todo tipo de segmento. Em universidades norte-americanas, por exemplo, esses tipos de recursos já estão sendo utilizando em aulas de anatomia, ao passo que Nadella acredita que essa tecnologia pode mudar até mesmo as nossas atividades no dia a dia.

Para ele, independentemente se esse futuro for construído em cima do HoloLens, Surface ou outro equipamento, o objetivo da Microsoft se mantém em “inventar novos computadores e novas formas de computação”. Sim, temas como inteligência artificial e redes neurais estão inclusos na brincadeira, garantindo que os teóricos da conspiração tenham ainda mais oportunidades de pensar na formação da Skynet no mundo real. E aí, o que você acha dessa mudança de estratégia da companhia? Deixe o seu comentário mais abaixo.

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