Não há dúvidas de que a Microsoft possui diversos cientistas empenhados em fazer novos componentes, aparelhos e dispositivos. Tais ideias certamente movem a indústria, mas esse não é o único campo no qual os pesquisadores da empresa de Bill Gates atuam: um relatório da FastCompany revelou que a companhia também possui profissionais trabalhando em tratamentos para o câncer.

Segundo o relatório, a ideia é que tais esforços ajudem a “resolver” o problema do câncer em aproximadamente 10 anos. Uma das áreas nas quais eles estão atuando é a de modelamento biológico, que visa fazer com que as células possam se tornar algo como computadores vivos capazes de serem programados ou até mesmo reprogramados para tratar a doença.

No momento, o time tenta dar vida ao modelamento de um processo computacional que tem como principal intuito fazer com que cientistas possam criar seus próprios modelos computacionais de sistemas biológicos, permitindo observar melhor o que está acontecendo com o paciente.

“O campo da biologia e o campo da computação parecem ser coisas bem distintas. Entretanto, a complexidade daquilo que acontece na célula tem algumas similaridades com aquilo que pode dar as caras em um desktop convencional”, explicou Chris Bishop, chefe do setor de pesquisa do laboratório.

Projeto número dois

Além do conceito descrito acima, há um outro time liderado por Jonathan Dry que se empenha para entender as formas de interação de remédios e a resistência a eles em casos de pacientes diagnosticados com leucemia mieloide crônica.

“Espero que esse seja o início de um caminho de mudanças que poderemos seguir com as descobertas que envolvem medicamentos. Poderíamos testar nossas ideias em um sistema e determinar os experimentos que teriam mais chances de sucesso”, comentou Dry.

Por fim, ainda há outra inciativa que pretende descobrir como algumas células tomam algumas decisões, inclusive aquelas que possuem algum tipo de ligação com o câncer. O intuito é dar vida a um modelo de linguagem de programação capaz de fazer uma junção entre os componentes biológicos e gerar algum tipo de controle sobre como essas células vão se comportar. Caso isso seja possível, haveria a possibilidade de fazer com que uma célula possa lutar contra o problema antes que ele se desenvolva.

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