Não há nada de errado com as lojas da Microsoft: elas são muito bem decoradas, visualmente atraentes, contam com funcionários bem treinados e dispostos a ajudar e produtos de diversas linhas da marca estão expostos para que os clientes possam pegar, testar e experimentar antes de comprar – isso é, se eles visitassem a loja.

A empresa não comenta os números relacionados ao desempenho das lojas – espalhadas em mais de 100 lugares nos EUA, Canadá e até mesmo na Austrália –, mas é possível dizer que não são raras as vezes em que o número de atendentes supera o número de clientes presentes.

Loja da Quinta Avenida no dia da abertura

A mais conhecida, que fica na Quinta Avenida, em Nova York, é a principal referência utilizada para perceber o esforço da Microsoft em seguir uma receita que deu muito certo com Apple e suas Apple Stores em 2003 – exceto que o resultado não parece ter sido o mesmo, pelo menos por enquanto.

Parecido? Sim. Uma cópia? Não

No entanto, não se trata de uma mera cópia: a própria empresa admite que existem similaridades, é claro, como é o caso dos produtos de hardware, software e acessórios, além de um espaço para sanar suas dúvidas.

Por outro lado, as lojas da Maçã não contam com uma série de traquitanas que as Microsoft Stores. É o caso dos monitores gigantescos e, lógico, do Xbox disponível para os clientes jogarem.

Firmes e fortes

Kelly Soligon, gerente de vendas, diz que eles estão confortáveis com a situação. "Estamos contentes com a quantidade de clientes em nossas lojas? Sim. Estamos sempre querendo mais? É claro", afirma.

É ela que explica que as lojas estão lá para vender produtos, mas também são uma forma de aproximar a Microsoft do público geral. De certa forma, devido ao baixo fluxo de clientes nas lojas, o atendimento cordial, antecioso e individual é praticamente uma regra

A empresa está tentando gerar um maior interesse e chamar mais a atenção dos clientes, e isso vem através de novas tecnologias disponíveis, como é o caso de acesso antecipado aos lançamentos do Xbox e teste de headsets de realidade virtual, como é o caso do HTC Vive, disponível em 30 lojas, e do próprio HoloLens da Microsoft, que fica exposto na Quinta Avenida.

É claro que a empresa quer que todo esse esforço seja compensado de alguma forma – e, sem dúvida alguma, isso seria muito mais fácil se mais pessoas parassem para fazer uma visitinha.

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