Hoje, em coletiva de imprensa realizada em São Paulo, a Microsoft anunciou o pré-lançamento da iniciativa de financiamento Coletivo do Esporte. A plataforma, para você entender melhor, funciona como o crowdfunding do Kickstarter. Porém, a finalidade é outra: desenvolver jovens e oferecer melhor preparação para atletas por meio do esporte.

Ao lado do Comitê Olímpico do Brasil (COB), representado pelo diretor executivo Marcus Vinícius Freire, pelo vice-presidente do Rio 2016, Edson Menezes, e Luiz Garcia Junior, do Comitê Paraolímpico Brasileiro, a Microsoft apresentou a plataforma também com a ajuda de atletas renomados, como Vanderlei Cordeiro, Robson Caetano e Janeth Arcain.

O Coletivo do Esporte vai estar funcionando a partir do dia 7 de abril, faltando apenas 120 dias para o começo da Rio 2016. O site tem como host a Microsoft Azure, trabalhando com uma plataforma da startup Civentis.

Projetos

Durante toda a coletiva, a Microsoft, por meio da presidente Paula Bellizia, deixou claro que a palavra-chave para os projetos atuais e futuros é: empoderamento. Como uma renovação de marca, a ideia da MS é empoderar as pessoas com soluções simples e seguras. Que tanto companhia quanto usuário final se relacionem de maneira transparente.

Com curadoria do COB, vários projetos capitaneados por atletas vão ser apresentados para financiamento no Coletivo do Esporte. Abaixo, você vai conhecer alguns deles:

  • Mar de Oportunidades – Torben Grael: para manter o trabalho com jovens carentes de Niterói (RJ), o Instituto Rumo Náutico/Projeto Grael precisa de ajuda para comprar dois novos barcos;
  • Basquete e Cidadania – Janeth Arcain: para instalação de um novo polo do Instituto Janeth Arcain em Bayeux (PB) que levará esporte e cidadania a 80 jovens. A iniciativa já revelou talentos como a Damiris Dantas, atleta do Minisota Lynx (WNBA) que disputará os Jogos Olímpicos Rio 2016 pela Seleção Brasileira de Basquete Feminino, time pelo qual é bicampeã sul-americana
  • Correndo pelo Mundo – Vanderlei Cordeiro: visa expandir o trabalho de transformação social feito pelo Instituto Vanderlei Cordeiro em Campinas (SP) por meio do atletismo. Jonathan Silva, Campeão Troféu Brasil 2014 que disputará a Rio 2016, é uma das revelações do Instituto.
  • União de Esporte, Valores e Muita Alegria – Bernardinho: deseja viabilizar o festival de final de ano do Instituto Compartilhar, de Bernardinho, que integrará 500 alunos de 15 escolas públicas em uma oficina de jogos e valores.
  • Atletas Inteligentes – Jackie Silva: quer levar o projeto transformador da medalhista olímpica Jackie Silva para uma escola pública de uma comunidade carente de Duque de Caxias (RJ).
  • Novo Futuro Campeão – Robson Caetano: deseja viabilizar a reabertura do extinto e bem-sucedido programa Futuro Campeão do Instituto Robson Caetano, que teve as atividades encerradas em 2015 por falta de financiamento.

Doações e site

As doações aos projetos podem ser realizadas tanto por pessoas físicas quanto jurídicas. Além disso, os doadores vão poder receber benefícios de leis de incentivo — por exemplo, você pode abater no seu imposto de renda.

Como você pode notar no site oficial, ele funciona de maneira similar ao Kickstarter: você encontra os projetos, as metas, o que será feito com o dinheiro (com meta alcançada ou não), acompanha os dias restantes, o quanto já foi angariado etc.

Ainda, se você doar como pessoa física, "o mesmo valor é deduzido do seu imposto de renda a pagar (até 6% do total de impostos) no próximo ano fiscal, como se não pagasse nada do seu próprio bolso", comenta o Coletivo. Já sobre as formas de pagamento: cartão de crédito, depósito e boleto bancário. Veja na imagem como funciona.

Consequências

"Temos um compromisso com o apoio ao desenvolvimento do país, principalmente com foco na criação de oportunidades para os jovens. Acreditamos no potencial do esporte brasileiro e por isso queremos sensibilizar a sociedade e as organizações para contribuir com estes projetos, apoiando o desenvolvimento de nossos talentos”, comentou Bellizia, presidente da Microsoft Brasil.

O impacto que o Coletivo do Esporte vai gerar pode ser esperado para as Olimpíadas de Tóquio em 2020

Segundo a companhia e o COB, o Coletivo do Esporte está baseado em três pilares: a reunião de vários projetos de atletas, ex-atletas e treinadores em uma única plataforma pública, a visibilidade deles e o estímulo ao apoio e o acompanhamento da evolução de cada um de forma simples e transparente.

Apesar de o Comitê Olímpico Brasil estar buscando uma décima colocação na Rio 2016, durante a coletiva, foi comentado que o impacto que o Coletivo do Esporte vai gerar pode ser esperado para as Olimpíadas de Tóquio em 2020.

“Essa parceria é para ajudar a promover o desenvolvimento do esporte olímpico após os Jogos Rio 2016, em complementação aos investimentos que o COB já faz através da Lei Agnelo/Piva e também aos que vários agentes já fazem nos atletas, tais como Clubes e Associações, Confederações, Ministério do Esporte, Forças Armadas, Patrocinadores, Prefeituras etc. É uma oportunidade para mostrar para a população alguns projetos que não chegam ao conhecimento do público. Existem inúmeros projetos incentivados no Brasil que contam com a possibilidade de uso de leis de incentivo, mas que as pessoas não sabem como fazer para contribuir. O portal oferecerá essa oportunidade”, disse Marcus Vinícius Freire, diretor executivo de Esportes do Comitê Olímpico do Brasil.

Você pode acessar o Coletivo do Esporte clicando aqui.

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