Você que já atualizou o seu sistema operacional e testou o navegador Microsoft Edge pode ter se deparado com uma mensagem curiosa ao acessar determinadas páginas. Em alguns sites, em vez de o conteúdo carregar normalmente, surge um aviso de que a página é melhor visualizada no Internet Explorer e que, se você continuar pelo novo modelo, talvez não tenha acesso a todas as tecnologias do site.

A primeira dúvida que surge é natural. será que a Microsoft está sabotando o próprio mercado e falando para você usar o navegador antigo (e extremamente impopular, apesar de ser o mais utilizado no mundo) no lugar do lançamento?

Não é bem assim: na verdade, a empresa fez com o Edge uma pequena gambiarra para ser melhor aceito pelos sites a nível de programação — e, por isso, pode pagar um preço em determinadas páginas.

O tal do User Agent

Quando você confirma o comando para visitar uma página, o seu navegador precisa ser identificado e ter o acesso autorizado pelo servidor do site em questão. A linha de texto presente no código do browser que traz esse "registro de identidade" é chamada de User Agent.

Entre outras informações, o User Agent "avisa" aos sites qual a versão do sistema operacional e do navegador do usuário, além de indicar se a máquina está em 32 bits ou 64 bits.

Todos os navegadores possuem um User Agent, enquanto as páginas contam com uma "lista" de softwares que terão o acesso aprovado. Se o site for otimizado para o Google Chrome, por exemplo, ele vai consultar o User Agent do usuário e, se o programa for encontrado, fará o redirecionamento. Por outro lado, alguns sites não possuem certos navegadores na lista e, portanto, não garantem que todos os recursos serão disponibilizados.

A chegada do Edge

Com o lançamento de um navegador bem diferente, a Microsoft incluiria um User Agent diferenciado que talvez não fosse aceito pela maioria das páginas — a não ser que elas mudassem a programação e passassem a aceitar a identidade do navegador. Porém, a empresa preferiu não contar com isso e tomou ela mesma uma atitude.

Além do User Agent próprio, o Microsoft Edge também carrega a identidade do Google Chrome — uma espécie de máscara que faz com que ele seja identificado também como o navegador da rival. É quase como entrar na balada com o RG do irmão mais velho, porém de forma legal.

O motivo? O Chrome é extremamente popular, baseado em código aberto e altamente personalizável, sendo normalmente utilizado para páginas otimizadas e recebendo a aprovação de User Agent na maioria absoluta das páginas, algo que pode não acontecer com o Edge no início da vida do programa.

Mas e esse aviso?

Acontece que algumas páginas tradicionais, como sites de certos bancos brasileiros, são otimizados para o Internet Explorer e não para o Chrome, além de ainda não contarem com o reconhecimento do agente do Edge. Por isso, você até consegue visualizar o conteúdo desses sites no novo navegador da Microsoft, mas correndo o risco de não ter acesso a todas as tecnologias contidas na página.

O caso em questão pode ser facilmente resolvido se o site for programado para rodar normalmente ou no Chrome ou no Edge — e, se o navegador da Microsoft conseguir mesmo alta popularidade, é bem provável que o Edge passe a ser um dos User Agents aceitos pela imensa maioria da internet.

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