Palmer Luckey. o fundador da Oculus RV. (Fonte da imagem: Reprodução/Roadtovr)

No fim da última terça-feira (25), foi anunciado que o Facebook comprou a Oculus RV por US$ 2 bilhões (cerca de R$ 4,6 bilhões) em dinheiro e ações. Dessa maneira, a empresa da rede social deu mais uma passo dentro do mercado de games, sendo que essa iniciativa espantou muita gente ao redor do mundo — clicando aqui, você pode conferir um infográfico feito pelo Tecmundo sobre essa aquisição.

A novidade sobre isso é o fato de que Palmer Luckey, fundador da Oculus RV, conversou com o pessoal do site Polygon e explicou vários aspectos relacionados à venda para o Facebook. Com isso, o executivo respondeu diversas dúvidas que surgiram pela internet ainda no dia de ontem e também deixou bem mais claro quais são os planos futuros elaborados pelas duas empresas.

Um caminho alternativo para melhorar

Os Oculus Rift em ação. (Fonte da imagem: Reprodução/Ovgnews)

Em primeiro lugar, Luckey explicou um dos grandes motivos que motivou essa transação financeira. A Oculus RV era uma empresa independente relativamente pequena, com pedidos únicos para outras companhias de um porte não muito grande, sendo que essa situação limitava bastante o poder criativo e de produção do seu pessoal.

Trabalhando com o Facebook — de forma independente, assim como aconteceu com o Instagram e está acontecendo com o Whatsapp —, a Oculus vai poder ter acesso a materiais melhores, tecnologias mais avançadas e tudo isso de maneira mais simples (afinal de contas, o dinheiro e o nome da rede social abrem caminhos). Sendo assim, os óculos de realidade aumentada produzidos podem ser bem melhores e mais baratos.

Sim, o foco é em games

Sobre a situação, Zuckerberg já afirmou: “Nós [Facebook] podemos apoiar vocês [Oculus RV] em relação a componentes personalizados que vocês não conseguiriam de outra maneira”. Ou seja: em um futuro próximo, as duas empresas podem oferecer um produto realmente avançado e por um valor acessível às pessoas, de modo que todos os entusiastas da realidade aumentada saem ganhando.

Além de tudo isso, Luckey também afirmou que o seu pessoal vai continuar trabalhando com foco em games — afinal de contas, eles são amantes dos jogos e querem continuar nesse ramo. No entanto, eles também vão conciliar os seus objetivos com os do Facebook, de maneira que outros projetos vão estar em andamento de forma paralela.

Contudo, isso não é necessariamente ruim. Ainda segundo o que foi dito pelo fundador da Oculus, vai ser possível direcionar todo o pessoal da empresa para criar uma plataforma para jogos cada vez melhor, algo que antes não era possível. No fim, Luckey ainda alegou que grandes projetos estão em andamento e que novidades devem ser divulgadas em breve.

Um contrato ligeiro e os analistas

Além dos fatos expostos por Luckey, outras notícias mostram mais detalhes sobre a transação financeira entre o Facebook e a Oculus RV. Para começo de conversa, o negócio foi fechado em três dias, sendo que a equipe da companhia comprada foi expor o seu projeto para Mark Zuckerberg nas dependências da rede social.

Assim que a apresentação terminou, o fundador do Facebook fez uma oferta de parceria com o pessoal da Oculus, que seria fechada através da compra (o que realmente aconteceu). Além disso, foram necessários apenas três dias para que todo o negócio fosse acertado e fechado, período pequeno, especialmente para uma transação deste porte.

Mark Zuckerberg fez uma oferta que foi fechada em três dias. (Fonte da imagem: Reprodução/Lifenews)

O analista Asif Khan, da Virtue LLC., também deu a sua opinião sobre o assunto. De acordo com a sua opinião, os óculos da RV devem chegar ao mercado em cinco anos a partir de agora. Outro ponto citado por ele é o fato de que Zuckerberg julgou a Oculus como uma ameaça para o domínio atual do Facebook como plataforma de comunicação, sendo que a compra alterou toda a trajetória que a rede social poderia ter no futuro.

Patrick Walker (da EEDAR) é outro especialista que concorda com a visão de Khan. Para ele, essa aquisição mostrou a importância do produto da Oculus, já que ele tem o potencial para mudar a maneira como nós interagimos com aparelhos eletrônicos — e é claro que o Facebook quer fazer parte dessa provável mudança (ou revolução, se você preferir).

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Levando em consideração todas as informações expostas neste artigo, é provável que a parceria entre o Facebook e a Oculus gere bons frutos em um futuro bastante próximo. Agora, o Tecmundo quer saber: qual é a sua opinião sobre tudo isso? Para deixar a sua resposta, basta postar um comentário.

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