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The BRIEF

Empresas ampliam uso de IA, mas ainda têm dificuldade para gerar lucro

Pesquisa da McKinsey mostra que ganhos de produtividade não se traduziram em impacto relevante no resultado operacional da maioria das companhias.

Avatar do(a) autor(a): Alice Labate

schedule04/09/2026, às 16:30

Quase nove em cada dez empresas já usam inteligência artificial (IA) regularmente em pelo menos uma área do negócio, mas a tecnologia ainda não se converteu em ganhos significativos de lucro para a maior parte delas. Os dados são de uma pesquisa da consultoria McKinsey com 1.719 profissionais e líderes empresariais de diferentes países, publicada no mês passado.

Segundo o levantamento, 80% dos entrevistados afirmam que a IA aumentou sua produtividade individual, enquanto metade diz que a tecnologia contribui para decisões melhores. Apesar disso, apenas 37% relatam impacto significativo da IA sobre o lucro antes de juros e impostos (EBIT), mesmo percentual registrado na pesquisa anterior. Ao mesmo tempo, 44% afirmam que suas empresas estão ampliando o uso da tecnologia para diferentes áreas da organização.

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A pesquisa indica que o principal diferencial entre as empresas que conseguem obter retorno financeiro com IA não está apenas na adoção da tecnologia, mas na mudança da maneira como o trabalho é realizado. As chamadas “empresas de alto desempenho em IA”, que representam 6% das organizações pesquisadas e atribuem pelo menos 5% do EBIT à tecnologia, são mais propensas a redesenhar fluxos de trabalho do que simplesmente incorporar IA a processos já existentes. Quase três quartos delas fizeram mudanças fundamentais nesses fluxos, ante 55% no ano anterior, segundo a McKinsey.

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Empresas que redesenham processos obtêm melhores resultados

O investimento também vem aumentando. Para 28% dos entrevistados, a IA já representa mais de 10% do orçamento de tecnologia da informação, enquanto 60% esperam elevar os gastos com a tecnologia no próximo ano. Em contrapartida, 20% afirmam que os custos operacionais relacionados à IA, incluindo despesas com tokens, já limitam sua expansão. As grandes empresas também avançam mais rapidamente: 54% das companhias com receita superior a US$ 1 bilhão dizem ter levado a IA para toda a organização, contra cerca de um terço das menores.

Os dados da McKinsey indicam que o próximo desafio para executivos financeiros não será apenas decidir quanto gastar com IA, mas como reorganizar as operações para que o investimento produza retorno. Nas grandes empresas, a parcela que ampliou o uso de agentes de IA em pelo menos uma função passou de 27% para 40% em um ano, enquanto permaneceu em 22% entre companhias menores. A conclusão apontada pela reportagem é que o orçamento de IA tende a ser, cada vez mais, também um orçamento para redesenhar fluxos de trabalho.
 

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