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The BRIEF

Apple aponta ‘evidências chocantes’ contra OpenAI em processo

Empresa diz que análise de MacBook de ex-engenheiro encontrou uso de arquivo confidencial em trabalho na OpenAI e possível destruição de provas.

Avatar do(a) autor(a): Alice Labate

schedule01/09/2026, às 15:15

A Apple afirma ter encontrado novas evidências de que um ex-engenheiro da empresa utilizou informações confidenciais em seu trabalho na OpenAI, em meio a uma disputa judicial entre as duas companhias. Em documento apresentado na segunda-feira, 31, ao tribunal, a Apple classificou como “evidências chocantes” os resultados de uma análise forense preliminar de um MacBook usado por Chang Liu, ex-engenheiro sênior de sistemas elétricos da companhia.

Liu deixou a Apple em janeiro para trabalhar na OpenAI e é um dos réus no processo aberto pela fabricante do iPhone em julho. Segundo a Apple, ele teria explorado uma falha de segurança para baixar arquivos técnicos confidenciais depois de sua saída.

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A empresa também afirma que Liu e outros funcionários da OpenAI tinham conhecimento do acesso não autorizado ao armazenamento em nuvem de terceiros da Apple. A OpenAI pediu o arquivamento do processo.

Apple pede acesso acelerado às provas

De acordo com a petição apresentada na segunda, os advogados de Liu entregaram recentemente à Apple o MacBook que ele utilizava após deixar a empresa. A análise preliminar, segundo a fabricante, indicou que Liu não apenas baixou um esquema de circuito confidencial da Apple, mas também o utilizou em seu trabalho na OpenAI. A empresa diz ainda que, ao tomar conhecimento da investigação interna, Liu enviou instruções para a destruição de provas a uma colega da OpenAI, que teria confirmado que cumpriria as determinações.

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A Apple afirma também que Liu utilizou em seu trabalho na OpenAI uma ferramenta com o mesmo nome de um aplicativo interno de engenharia da Apple usado no desenvolvimento de software. Segundo a empresa, em março, o ex-funcionário executou uma simulação no LTspice, ferramenta de engenharia elétrica, usando o arquivo esquemático do circuito. Em mensagens da época, ainda de acordo com a Apple, Liu afirmou que seu “agente” de inteligência artificial (IA)  havia aprendido a executar o LTspice e analisar os resultados.

A fabricante sustenta que o uso de informações confidenciais por sistemas de IA ipode ampliar o risco de exposição dos segredos comerciais. Segundo a Apple, quando dados sigilosos são inseridos em um agente ou modelo de IA que aprende com essas informações, esse aprendizado “pode criar usos irreversíveis e de propagação contínua do segredo comercial”. A empresa afirma ainda que os réus decidiram não inspecionar o laptop e preferiram “promover teorias que os dados do dispositivo refutam”.

A Apple diz ter identificado o uso do esquema de circuito por Liu depois de verificar que o arquivo havia sido utilizado em um Mac mini que posteriormente foi sincronizado por meio do iCloud com o MacBook levado pelo ex-funcionário. Por isso, a empresa também busca obter acesso ao Mac mini. A fabricante vem pedindo ao tribunal que acelere a fase de produção de provas do processo, incluindo a apresentação antecipada de documentos e depoimentos de funcionários e executivos da OpenAI.

Para justificar a urgência, a Apple afirma que as novas descobertas reforçam sua acusação de que informações protegidas foram utilizadas e que provas podem ter sido destruídas.

“Estas provas chocantes, que os réus optaram por ignorar apesar de estarem disponíveis, demonstram por que a Apple precisa urgentemente de um processo de descoberta de provas acelerado. O MacBook representa a informação muito limitada que os réus forneceram até agora (e somente após semanas de atraso) e mostra que a Apple não está realizando 'investigações exploratórias', mas sim que seus segredos comerciais estão sendo usados e provas estão sendo destruídas”, afirma a empresa na petição apresentada ao tribunal.

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