O governo dos Estados Unidos recebeu cartas de empresas de vários setores da indústria pedindo que produtos de origem brasileira não sejam taxados. A atual proposta é de que os bens recebam um imposto de 25%, estipulado pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) no mês passado.
As companhias, que incluem nomes de relevância em tecnologia, tinham até o dia 1º de julho para se manifestar sobre a medida da chamada Seção 301. Esse é o mecanismo legal que permite a imposição de tarifas sob o argumento de que o país em questão está prejudicando a economia dos EUA.
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O USTR agora segue a audiência pública sobre o caso, que será seguida de um processo de avaliação até que a decisão final seja tomada — algo previsto para acontecer ainda na metade deste mês.
O que dizem as empresas
No geral, as companhias argumentam que a imposição de tarifas sobre as importações brasileiras prejudicaria a "cadeia de suprimentos dos EUA", além de "afetar o posicionamento de mercado" do país frente a outras nações e desacelerar a própria indústria.
A lista de companhias que pediram a revisão da aplicação de tarifas aos produtos brasileiros inclui nomes como:
- Tesla;
- Siemens;
- eBay;
- Coca-Cola;
- Nestlé;
- Faber-Castell;
- Caterpillar.
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A montadora Tesla, ainda sem operações no Brasil e chefiada por Elon Musk, que é um desafeto conhecido do atual governo, diz que as tarifas podem prejudicar a obtenção de insumos como peças e componentes. Ela alega que está diversificando a cadeia de fornecedores, mas atualmente depende de outras localidades para ter “escala e qualidade”.
Já a plataforma de comércio eletrônico eBay alega que as tarifas afetariam injustamente os consumidores, em especial os de baixa renda que buscam a venda de produtos seminovos e usados — também inclusos no atual texto da tarifa, mesmo depois de passar pelo processo de produção e comercialização.
No caso da Siemens, a reclamação é de que a companhia produz muitos componentes no Brasil e envia eles para locais como concessionárias, data centers e outros setores da indústria nos EUA. As tarifas aumentariam o custo de produtos para o próprio consumidor estadunidense ou reduziriam os estoques na região.
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