O Brasil e a União Europeia formalizam nesta semana um acordo parceria tecnológica na área digital. A aliança é descrita como um "avanço significativo na cooperação" entre as duas regiões.
Para assinar o contrato, estarão presentes em Brasília nesta sexta-feira (12) a vice-presidente executiva da Comissão Europeia para Soberania Tecnológica, Segurança e Democracia, Henna Virkkunen, e o vice-presidente do Brasil, Geraldo Alckmin.
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De acordo com o governo brasileiro, o objetivo do acordo é orientar projetos futuros e dar sequência "a um diálogo que já existe entre os dois lados há vários anos no nível técnico".
Virkunnen, inclusive, chamou o Brasil de um dos "parceiros confiáveis" da UE, reforçou que ambos compartilham "muitos dos mesmos valores" e disse ainda que a ideia é fortalecer colaborações e criar melhores oportunidades também para empresas de ambas as regiões.
Menor dependência dos EUA
Segundo o comunicado oficial do acordo, alguns temas serão priorizados na parceria digital, incluindo áreas como:
- inovação e regulação de inteligência artificial (IA);
- computação de alto desempenho;
- plataformas online;
- infraestrutura, conectividade e governança de dados;
- assinaturas digitais e serviços digitais em geral.
O Brasil é só o quinto país a ter um acordo digital com a UE, depois de Japão, Coreia do Sul, Canadá e Cingapura. A expansão dessas alianças tem relação também com um plano de longo prazo dos países europeus para reduzir a dependência de tecnologias dos Estados Unidos, em especial nos serviços públicos.
Durante o Web Summit Rio, realizado nesta quinta-feira (11) e com a presença de Virkkunen, a própria executiva falou sobre a necessidade de soberania digital no sentido de ter iniciativas nacionais de tecnologia, em um cenário atualmente de muita utilização de ferramentas dos EUA. Individualmente, a França já confirmou um planejamento para trocar o Windows por sistemas com Linux no governo, com outros países possivelmente seguindo um plano similar.
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