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The BRIEF

Sam Altman nega traição e diz que Musk queria controlar OpenAI

O CEO da startup afirmou, também, que Musk sempre apoiou o modelo com fins lucrativos.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule13/05/2026, às 17:00

O CEO da OpenAI, Sam Altman, negou a acusação feita por Elon Musk de que teria traído a missão original da startup de IA, de servir ao bem público, durante depoimento em um tribunal da Califórnia (Estados Unidos) na terça-feira (12). Ainda conforme o executivo, o bilionário queria lucrar desde o início do negócio.

Esse julgamento se refere ao processo aberto em 2024 por Musk, alegando que Altman e Greg Brockman, outro cofundador, contrariaram o propósito inicial do empreendimento ao mudar a estrutura corporativa para uma empresa com fins lucrativos. Os depoimentos devem ser encerrados esta semana.

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Musk queria controlar a OpenAI

Questionado por seu advogado se tentou "roubar uma empresa de caridade", o chefe da dona do ChatGPT rejeitou a declaração do ex-colega de empresa. De acordo com ele, era esperado que a organização sem fins lucrativos mudasse à medida que crescia.

  • Musk, inclusive, sabia do plano de lucrar com a startup e não se opunha à ideia, como explicou o depoente;
  • Segundo Altman, o líder da Tesla chegou a exigir, em um determinado momento, o aumento da sua participação para 90%, o que lhe daria o controle da OpenAI;
  • No entanto, as exigências não foram atendidas, com o CEO afirmando ter se sentido "extremamente desconfortável" em ceder o controle majoritário;
  • "Eu tinha bastante experiência com startups, tinha visto muitas disputas de controle", declarou, apontando as estratégias do magnata da tecnologia para se manter à frente da SpaceX, outro de seus negócios.
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Elon Musk foi um dos cofundadores da OpenAI, em 2015. (Imagem: Chip Somodevilla/Getty Images)

Sobre a possibilidade de fusão com a Tesla, Altman disse que foi contra, mesmo tentando manter um bom relacionamento com Musk. "Não acho que teríamos a capacidade de garantir o cumprimento da nossa missão", citando, na sequência, a área de atuação da empresa.

O executivo também foi questionado, pela acusação, se promoveu uma "cultura tóxica de mentiras" na startup. A respeito disso, respondeu que é um "empresário honesto e confiável".

Liderança contestada

No depoimento, também ganharam destaque as dúvidas levantadas por Altman sobre o trabalho do autor da ação como líder de empresas. Quando Musk deixou a OpenAI, algumas pessoas tiveram receio de que isso prejudicasse a busca por financiamento.

Por outro lado, o executivo disse que parte dos funcionários se sentiu aliviada por se livrar das exigências do antigo chefe. "Não acho que o Sr. Musk soubesse como administrar um bom laboratório de pesquisa. Ele desmotivou alguns dos nossos pesquisadores mais importantes", afirmou.

Em um testemunho separado, o presidente do Conselho da OpenAI, Bret Taylor, contestou a participação do empresário em um consórcio com fins lucrativos que se propôs a comprar a startup no ano passado. De acordo com ele, isso contradiz o objetivo do processo judicial.

Quem também esteve no tribunal foi Shivon Zilis, ex-conselheira da empresa. Confira, nesta matéria, o que ela declarou.

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