O Google fechou um acordo com o Departamento de Guerra (DoW) dos Estados Unidos que autoriza o emprego de seus modelos de inteligência artificial (IA) em projetos confidenciais. A colaboração foi reportada pelo site The Information, nesta terça-feira (28), com base em informações de pessoas familiarizadas com o assunto.
Com o acordo, o governo dos EUA pode usar a tecnologia do Google para "qualquer finalidade governamental legítima". O documento proíbe, no entanto, o uso da ferramenta para sistemas de monitoramento em massa ou para alimentar armas autônomas — incluindo a seleção de alvos — sem supervisão e controle humano. O acordo também não garante ao Google o direito de controlar ou vetar decisões operacionais do governo.
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Resistência interna do Google
Cerca de 600 funcionários do Google assinaram uma carta pedindo revisões no acordo com o Pentágono, reportou o The Information.
O grupo afirma que a IA não deve contribuir para ações "desumanas ou extremamente prejudiciais" e que a colaboração não deve permitir o uso da tecnologia em cargas de trabalho confidenciais, evitando assim a associação da marca a incidentes violentos. "Caso contrário, tais usos podem ocorrer sem nosso conhecimento ou poder para impedi-los", ressalta o texto.
Empresas de IA se unem ao governo dos EUA
O Google não é a primeira empresa a colaborar com o governo americano nessa área. Há meses, o DoW vem estabelecendo contratos com grandes nomes do setor, como a OpenAI e a xAI.
A Anthropic também foi cotada como parceira, mas se recusou a conceder acesso privilegiado aos seus modelos. Como consequência, a empresa foi classificada como risco à cadeia de suprimentos e teve o uso de sua tecnologia suspenso em agências federais.
Posicionamento do Google
Um porta-voz do Google afirmou que a empresa colabora com agências em projetos sigilosos e públicos, mantendo o compromisso de que a IA não deve ser usada para monitoramento em massa ou para armamento autônomo sem supervisão humana.
"Acreditamos que fornecer acesso à API para nossos modelos comerciais, inclusive na infraestrutura do Google, com práticas e termos padrão do setor, representa uma abordagem responsável para apoiar a segurança nacional", disse o porta-voz à Reuters. O DoD se recusou a comentar sobre o assunto.
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