A Meta, empresa dona de Facebook, Instagram e WhatsApp, vai demitir 10% dos funcionários no próximo mês. A informação é do site Business Insider, que teve acesso ao comunicado interno que confirma as dispensas, e também da Bloomberg, que confirma as mudanças.
Segundo a carta, assinada por Janelle Gale, equivalente ao cargo de regente de Recursos Humanos na companhia, o corte faz parte dos esforços da Meta para “tocar a empresa de forma mais eficiente” e permitir "a compensação de outros investimentos" que estão em andamento.
Nossos vídeos em destaque
"Essa não é uma decisão fácil e significará dispensar pessoas que fizeram contribuições significativas para a Meta durante o tempo em que estiveram aqui", diz o comunicado. Até o momento, a Meta não comentou oficialmente o vazamento da carta, que aconteceu nesta quinta-feira (23).
- As dispensas afetarão 10% da companhia, o que deve significar por volta de 7,8 mil pessoas, de acordo com estimativas sobre o tamanho atual da Meta;
- Além disso, a marca vai encerrar o processo de contratação para outros 6 mil cargos que estavam em aberto e não serão mais ofertados ou preenchidos;
- As dispensas estão programadas para o dia 20 de maio, data em que os funcionários afetados receberão um comunicado por e-mail. Durante cerca de um mês, portanto, as equipes seguirão trabalhando sem saber exatamente quem de cada área será afetado;
- As pessoas demitidas receberão benefícios em forma de seguro, com cobertura inclusive para algumas despesas com saúde e situações como vistos de imigração.
Essa não é a primeira grande demissão da marca neste ano. Em março, centenas de pessoas foram dispensadas de vários setores da Meta, enquanto em janeiro o foco das dispensas foi na Reality Labs, a divisão responsável pelo metaverso.
Os investimentos da Meta em IA
Apesar de não citar nominalmente o que é exatamente a eficiência sugerida e quais os demais investimentos que serão priorizados, a Meta agora está focada em se tornar uma referência no mercado de inteligência artificial (IA).
Sob investimentos bilionários e a criação de um laboratório interno, a companhia está em busca do desenvolvimento de uma inteligência artificial geral (AGI) ou superinteligência. Essa tecnologia seria capaz de raciocinar e executar tarefas complexas tão bem ou até melhor que seres humanos especializados.
Além disso, a marca estuda outras ações na área, como rastrear mouse e teclado de funcionários para treinar IA e até criar um avatar virtual de Mark Zuckerberg para interagir internamente. Por enquanto, além da Meta AI, que funciona até mesmo incorporada em serviços como o WhatsApp, a divisão já lançou um modelo de linguagem próprio. É a Muse Spark, que tem alto desempenho em diferentes áreas do conhecimento.
Como a geração Z está "sabotando" a IA nos empregos por medo de demissões? Conheça detalhes dessa história curiosa no TecMundo!
)
)
)
)
)
)
)