Com o crescente temor de que a inteligência artificial irá substituir seus empregos, a Geração Z resolveu sabotar as ferramentas de IA em seus trabalhos. Uma pesquisa publicada pelas empresas Writer e Workplace Intelligence revela que 29% dos 2,4 mil funcionários entrevistados sabotam as práticas de IA das companhias para as quais trabalham.
Desses 29% mencionados, que abrangem trabalhadores dos Estados Unidos, Reino Unido e Europa, 44% deles fazem parte da Geração Z, ou seja, os nascidos entre 1995 e 2010. O movimento desses funcionários é uma reação direta ao medo de serem substituídos e à pressão por produtividade extrema.
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Dentre as táticas usadas, esses trabalhadores inserem informações confidenciais nos agentes de IA e alguns simplesmente se recusam a utilizar os recursos. Aqueles que aceitam operar as ferramentas realizam adulterações de desempenho e propositalmente geram resultados de baixa qualidade para fazer com que a IA pareça ruim ou errática.
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Cerca de 30% dos funcionários tem FOBO
Nos trabalhadores que sabotam IAs no emprego, 30% revelou ter FOBO (medo de se tornar obsoleto, em tradução livre). Uma pesquisa mais antiga da agência KPMG apontava que quatro em cada dez funcionários temem que a inteligência artificial roube seus empregos em um futuro próximo.
- Apesar do movimento, muitos funcionários dizem sabotar as IAs porque entendem que a implementação nas empresas é confusa ou mal executada;
- 26% do grupo entrevistado acreditam que utilizar a tecnologia diminui sua criatividade ou para as empresas;
- A questão é que boa parte dos funcionários demitidos são justamente aqueles que se recusam a utilizar a IA;
- 60% dos executivos entrevistados explicam que consideram demitir aqueles trabalhadores que se recusam a utilizar IAs;
- Quem tem mais afinidade com essas plataformas possui até 3x mais chances de receber promoções ou aumentos;
- Os líderes de hoje apontam que quem não for proficiente em IA não será considerado para cargos mais altos no futuro.
Apesar do medo constante de que as inteligências artificiais vão roubar os empregos dos humanos, esse tipo de afirmação não é unânime na ciência. Um cientista da Universidade de Nova York explica que esse tipo de narrativa é uma “cortina de fumaça” para problemas financeiros das empresas.
Um episódio do Gemini citou o nome completo de uma usuária sem nenhum contexto e expôs falhas da IA do Google a respeito da privacidade dos consumidores. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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