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The BRIEF

Microsoft quer deixar OpenAI de lado e prepara IA própria

A Microsoft desenvolve um modelo de IA próprio para se tornar autossuficiente e depender menos da OpenAI.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule13/02/2026, às 11:45

updateAtualizado em 13/02/2026, às 11:56

A Microsoft desenvolve uma inteligência artificial (IA) própria para depender menos da OpenAI. A informação foi confirmada por Mustafa Suleyman, CEO da divisão Microsoft AI, em entrevista ao Financial Times. Segundo o executivo, a empresa trabalha em modelos fundamentais próprios e prevê o lançamento para 2026.

“Temos que desenvolver nossos próprios modelos fundamentais, que estão na vanguarda absoluta, com poder computacional em escala de gigawatts e algumas das melhores equipes de treinamento de IA do mundo”, afirmou Suleyman.

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A Microsoft é uma das principais e mais antigas investidoras da OpenAI. No entanto, à medida que a criadora do ChatGPT ganhou força no mercado, a relação entre as duas companhias passou por mudanças e perdeu parte da proximidade inicial.

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O Copilot é alimentado majoritariamente por modelos generativos da OpenAI. (Fonte: Microsoft/Reprodução)

Em 2025, a Microsoft permitiu que a OpenAI realizasse uma reestruturação. Pelo acordo, a empresa liderada por Sam Altman foi autorizada a buscar outros fornecedores de infraestrutura em nuvem. Em contrapartida, a dona do Windows garantiu acesso aos modelos mais avançados da startup até 2032.

Após esse movimento, a Microsoft ampliou seu leque de investimentos em inteligência artificial. A companhia aportou recursos em empresas como a Anthropic e a Mistral, ao mesmo tempo em que acelerava o desenvolvimento de soluções próprias.

Modelo deve ser lançado em 2026

Suleyman não detalhou as especificações do novo modelo, mas indicou que o primeiro sistema fundamental da Microsoft deve ser apresentado em algum momento de 2026.

O lançamento de uma IA própria colocaria a Microsoft em uma posição diferente na corrida do setor. Enquanto empresas como Google, Anthropic e a própria OpenAI já desenvolvem e amadurecem seus modelos há anos, a gigante de Redmond buscaria consolidar sua autonomia tecnológica e reduzir a dependência de parceiros estratégicos.

Para acompanhar os próximos capítulos da corrida das inteligências artificiais e outras movimentações do mercado de tecnologia, siga o TecMundo no site e nas redes sociais.

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