Parte da fortuna acumulada por Jeffrey Epstein foi resultado de investimentos em empresas de tecnologia, que se associaram a ele mesmo após sua condenação por crimes sexuais em 2008, como relata o The New York Times nesta quinta-feira (5). A corretora de criptomoedas Coinbase foi uma delas.
Os documentos divulgados recentemente pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos mostram que o financista obteve retornos milionários com o negócio. Além disso, revelam como era a sua relação com o Vale do Silício, na Califórnia, polo tecnológico mundial.
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Empresas de tecnologia que receberam dinheiro de Epstein
Antes de se tornar uma das maiores corretoras de criptoativos do mundo, a Coinbase recebeu US$ 3 milhões (R$ 15,7 milhões) do empresário em 2014, de acordo com os arquivos que se tornaram públicos agora. Ele foi apresentado à startup pelo empreendedor Brock Pierce.
- O relatório aponta que Epstein recebia, com frequência, documentos sobre a saúde financeira da empresa assinados pelo cofundador, Fred Ehrsam, ou pelo diretor executivo, Brian Armstrong;
- De olho nos retornos milionários, Pierce tentou comprar metade das ações da Coinbase que pertenciam a Epstein, em 2018, por US$ 15 milhões (R$ 78,6 milhões);
- Segundo a reportagem, o empresário preso por tráfico sexual em 2019 também investiu na Jawbone, startup que começou fabricando fones Bluetooh e mudou para dispositivos vestíveis;
- A parceria teve início em 2012, com o aporte de US$ 5 milhões (R$ 26,2 milhões), mas a empresa faliu cinco anos depois e foi liquidada, fazendo o magnata ameaçar processar um dos fundadores da marca.
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Na publicação, também é mencionado o investimento de US$ 40 milhões (R$ 209 milhões) na Valar Ventures, em duas transações separadas. O espólio do financista ainda possui tais ativos, avaliados em US$ 170 milhões (R$ 891 milhões).
A Valar é uma das empresas de capital de risco de Peter Thiel, cofundador do PayPal e da Palantir Technologies. O empresário aparece nos documentos como um dos principais conselheiros de Epstein em relação às finanças.
As empresas tech que Epstein considerou investir
Devido à proximidade com Thiel, o falecido empresário quase se tornou investidor da Palantir, desenvolvedora de softwares e serviços de informática. Em 2014, ele chegou a cogitar assumir a função de consultor da companhia, como mostram os documentos.
Outra empresa que Epstein demonstrou interesse em investir foi o Spotify. Naquele mesmo ano, estava disposto a colocar US$ 100 milhões (R$ 524 milhões) no streaming de música, mas foi convencido por Thiel a mudar de ideia, citando riscos para o negócio.
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Também vale destacar as oportunidades de investir na SpaceX oferecidas a ele. Conforme a publicação, uma aconteceu em 2016 e a outra em 2017, por meio de consultores diferentes, a última com a chance de aportar US$ 50 milhões (R$ 262 milhões), mas nenhuma parece ter se concretizado.
Quando morreu, em 2019, Epstein tinha patrimônio líquido estimado em US$ 578 milhões, o equivalente a R$ 3,03 bilhões pela cotação atual. As informações são do seu espólio, segundo a Forbes.
O empresário foi acusado de comandar uma rede de tráfico sexual que envolvia menores de idade e tinha proximidade com famosos, personalidades da política e outras áreas. As investigações indicam que ele tirou a própria vida, cerca de um mês após a prisão.
Quer saber mais sobre o caso Epstein? Leia outras matérias a respeito do tema no TecMundo, como a que abordamos os CEOs de tecnologia ligados a ele.
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