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The BRIEF

UpScrolled: conheça o TikTok 'anticensura' que começou a bombar nos EUA

Rede social que diz não censurar usuários teve alta em downloads e tráfego após troca de comando de app de vídeos curtos.

Avatar do(a) autor(a): Nilton Cesar Monastier Kleina

schedule29/01/2026, às 10:00

A rede social TikTok está passando por problemas nos Estados Unidos. Dias depois de oficializar a venda da divisão norte-americana para um grupo de investidores, a ferramenta tem gerado várias reclamações por parte de vários usuários.

Com a mudança de servidores e de operações, o que inclui também "isolar" o algoritmo dos usuários estadunidenses, o aplicativo passou por instabilidades e chegou a ficar fora do ar durante várias horas nesta semana. Ele também tem sofrido críticas por supostamente censurar certos tópicos e usuários.

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Em meio a essa turbulência, um aplicativo até então pouco conhecido passou a ser visto como uma possível alternativa. É o UpScrolled, que se tornou uma das redes sociais favoritas nessa migração parcial do público justamente por uma proposta de maior liberdade.

Apesar de não ser idêntico em design e funcionamento, a proposta de não ceder a pressões ou ter um algoritmo tão controlador pode tornar essa plataforma um novo concorrente nesse mercado já bastante disputado.

O que é o UpScrolled

Nos últimos dias, o UpScrolled virou o aplicativo gratuito mais baixado na App Store dos Estados Unidos, superando até mesmo nomes como as plataformas de inteligência artificial (IA) ChatGPT e Gemini.

  • O UpScrolled é uma rede social lançada em junho de 2025 por um desenvolvedor chamado Issam Hijazi, que tem origem palestina e jordaniana, mas atualmente reside na Austrália. Ele já trabalhou em gigantes da área, como Oracle e IBM;
  • O app é atualmente mantido por ele e um pequeno grupo de investidores. A sede da companhia fica na Austrália, país escolhido inclusive por ter "estabilidade, aplicação da lei e instituições democráticas sólidas";
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A interface do UpScrolled. (Imagem: Reprodução/Google Play Store)
  • Apesar de hoje ser vista como alternativa ao TikTok, a rede social se parece mais com outros serviços, como o Instagram. Isso porque ele até permite a publicação de vídeos curtos na vertical, mas também libera a postagem de fotos estáticas;
  • A linha do tempo tem um feed cronológico e outro com a curadoria do algoritmo, que indica principalmente publicações que estão populares;
  • O principal fator de popularidade do UpScrolled, porém, é a promessa de uma experiência que "prioriza conversas reais e interações significativas". O aplicativo se diz "uma experiência social diferente, real e aberta" sem viés político ou conflitos, sem banir usuários e nem esconder temáticas;
  • A ferramenta não compartilha dados com terceiros e, no futuro, só vai exibir anúncios aprovados pela própria equipe, sem usar o serviço de empresas como a Google.

Porém, não é possível saber se a onda de downloads do UpScrolled vai se converter em uma base sólida e fiel de usuários. Ele pode se tornar tanto uma rede alternativa para pessoas descontentes, como o Bluesky foi para o X, quanto uma moda passageira movida por curiosidade — caso do chinês RedNote, que bombou quando o TikTok foi banido por um dia nos EUA, mas depois voltou a ser mais usado só na China.

As críticas contra o TikTok

Fora a instabilidade no funcionamento, cada vez mais reclamações apontam para uma suposta censura por parte da nova gestão, que estaria impedindo publicações ou buscas sobre determinados temas.

Os assuntos em questão envolvem críticas ao governo de Donald Trump, como reclamações sobre a atuação truculenta dos agentes de imigração do ICE e a polêmica envolvendo a liberação de arquivos do empresário Jeffrey Epstein

Alguns usuários sugerem também que foram vítima de "shadowban", prática em que suas publicações são escondidas pelo algoritmo sem um aviso oficial de suspensão e perdem bastante engajamento repentinamente.

Em resposta, o TikTok dos EUA alega que falhas como a dificuldade de postar vídeos foram culpa de um data center que passou por problemas de energia e uma correção já estava em andamento.

Sabia que a Meta vai testar versões pagas e premium de redes como WhatsApp e Instagram? Leia mais nesta matéria!

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