O CEO da Nvidia, Jensen Huang, reclamou de quem traça cenários pessimistas e adota um tom mais crítico em relação ao setor de inteligência artificial (IA). O executivo falou sobre o tema durante uma entrevista ao podcast No Priors.
De acordo com ele, uma série de pessoas influentes na área acadêmica e até CEOs prejudicam a indústria da IA ao citar com frequência as possíveis consequências tidas como "apocalípticas" sobre a tecnologia.
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"Eu acho que nós tivemos muitos danos gerados quando pessoas respeitadas que pintaram uma narrativa ruim e de fim de mundo, uma narrativa de ficção científica. Eu entendo que muitos de nós crescemos gostando de ficção científica, mas isso não ajuda. Não é útil para as pessoas, não é útil para a indústria, não é útil para os governos", diz.
Huang alega que vários investimentos públicos e privados deixaram de ser feitos após a exposição desse "futuro extremamente distópico" — e que as críticas seriam, na verdade, uma "narrativa" feita por pessoas com interesses próprios para "criar regulações que sufocam startups".
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Sem citar nomes, ele diz que as intenções desse grupo "são claramente e profundamente conflituosas" e "não estão alinhadas com a sociedade" no momento. Ele ainda defendeu a ideia de que o setor não pode passar por regulações, ao menos atualmente.
"Neste último ano, alguns dos momentos de maior orgulho foi quando a indústria pode investir muito agressivamente em avançar a tecnologia de IA em vez de ser freada", explica. O CEO defende que os investimentos tornam a IA "mais segura, funcional, produtiva e útil" para a sociedade.
Huang ainda defendeu que a principal preocupação atual é fazer com que a IA opere corretamente, assim como divulgado. "Toda essa tecnologia foi aplicada para o bem, melhorando a funcionalidade da IA. O fim não chegou, ela se tornou mais útil, se tornou mais funcional, capaz de fazer o que pedimos para ser feito", argumenta.
As críticas do mercado da IA
Ao longo da entrevista, Huang não chegou a ser questionado sobre quais seriam ou como combater os possíveis pontos negativos do setor.
- Pontos atualmente levantados por críticos da IA incluem o custo energético cada vez mais elevado em data centers, tanto no gasto de água quanto no consumo de eletricidade;
- O desemprego massivo esperado para alguns setores nos próximos anos e a falta de planejamento para lidar com o futuro desses trabalhadores;
- A adoção de plataformas de IA para uso militar, inclusive pelo governo do EUA e em operações de captura ou assassinato de alvos;
- Problemas industriais gerados pela mudança de demanda — caso da crise de memórias em eletrônicos para o consumidor, que deve elevar o preço das RAM, celulares e PCs a partir de 2026;
- O uso de IAs generativas para criação em massa de materiais de má qualidade em texto, áudio, imagem e vídeo, o chamado slop, usadas em redes sociais para engajamento ou até golpes.
Apesar de reclamar dos críticos, Huang vive uma boa fase no comando da Nvidia. A companhia é a atual empresa mais valiosa do mundo e foi a primeira a cruzar a barreira de US$ 5 trilhões em valor de mercado.
A marca apresentou recentemente a nova geração de chips que serão usados para alimentar data centers que lidam com plataformas de IA, atual principal mercado da empresa antes mais conhecida pelas placas de vídeo GeForce. Saiba mais sobre essa tecnologia nesta matéria!
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