Após rumores sobre o aumento no preço de fontes de energia e coolers para computadores, duas fontes que representam grandes marcas do mercado de hardware confirmaram o aumento exclusivamente ao TecMundo. No último domingo, uma carta publicada pela fabricante Guangzhou Xinhongzheng Electronic Technology apontava aumentos entre 6 e 10% para esses produtos, e novas informações apontam para esse caminho.
As fontes, que desejam permanecer ocultas, confirmam que o aumento para esses componentes de computadores vão acontecer em um futuro próximo. Por mais que não tenham detalhado números, a expectativa é de que os valores aumentem de forma gradual nos próximos meses, criando uma nova bola de neve no mercado de hardware.
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Como fontes de energia e coolers são essenciais para o funcionamento de qualquer computador, é justo dizer que os PCs, de maneira geral, vão ficar ainda mais caros. O imbróglio é somado à atual crise no aumento de preços de chips de RAM, deixando o caminho do hardware nebuloso para os próximos meses.
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Uma das fontes explica que um aumento repentino no preço global de insumos é o causador desse aumento. Por mais que as fontes e coolers sejam os principais atingidos, é possível que os gabinetes eventualmente sejam alvo desse aumento de preços, mas isso ainda não foi confirmado.
Em outra conversa, uma pessoa ligada aos bastidores da indústria comentou que a tendência é no aumento de preços, principalmente após o Ano Novo Chinês. A data comemorativa, representada neste ano pelo cavalo, começa em 17 de fevereiro, e os reajustes devem se intensificar a partir de então.
O novo vilão do hardware?
Como aponta a notícia original do VideoCardz, a fabricante Guangzhou Xinhongzheng Electronic Technology teria parado de aceitar pedidos com o preço antigo em 6 de janeiro. Pedidos de clientes a partir dessa data já teriam um novo valor devido ao aumento constante de materiais chave na fabricação desses componentes.
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O motivo disso tem relação com os preços de matérias-primas como prata, estanho e, principalmente, o cobre. Coolers e fontes de energia utilizam grandes quantidades de cobre para a fabricação das estruturas que realizam o resfriamento nos coolers (heatpipes), e fiação para transformadores e outras peças.
Cobre dispara em 2026
Em janeiro de 2026, o preço do cobre subiu para a casa dos US$ 13 mil (R$ 70 mil) por tonelada métrica. O aumento repentino reside em uma série de fatores recentes e de longo prazo, como a prisão do ex-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e certamente a expansão de data centers para inteligência artificial.
No cenário geopolítico, a partir do momento em que os Estados Unidos assumiram o controle temporário da Venezuela, o mercado de commodities entrou em surto. Apesar de não ser uma potência em reservas desse metal, o mercado tem receio de que conflitos se espalhem para países como Chile e Peru.
Os vizinhos sul-americanos detêm as duas maiores reservas de cobre do mundo, representando 40% da produção mundial. Para aumentar o drama, analistas do Citi projetam um déficit global de aproximadamente 308 mil toneladas de cobre para este ano.
Por fim, é válido mencionar que a IA também tem sua parcela de culpa na corrida pelo cobre. Assim como a RAM, que se tornou o sujeito da mais recente crise de eletrônicos, o cobre é extremamente utilizado em data centers na forma de cabos de energia e sistemas de resfriamento robustos.
Como data centers para inteligência artificial estão com uma demanda crescente, uma boa parte do cobre será destinada para essas infraestruturas, e isso pode causar uma desestabilização no fornecimento da matéria-prima ao mercado consumidor.
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