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The BRIEF

‘Faraó dos Bitcoins’ é condenado a 19 anos de prisão por organização criminosa

Glaidson Acácio dos Santos foi preso em 2021 por suspeita de liderar um esquema de pirâmide financeira que movimentou R$ 38 bilhões.

Avatar do(a) autor(a): André Luiz Dias Gonçalves

schedule08/10/2025, às 11:26

updateAtualizado em 08/10/2025, às 11:27

Considerado culpado dos crimes de organização criminosa e corrupção ativa, o empresário Glaidson Acácio dos Santos, também conhecido como “Faraó dos Bitcoins”, foi condenado a 19 anos e dois meses de prisão. A decisão foi publicada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro na última quinta-feira (2).

Preso em 2021 durante a operação Kryptos da Polícia Federal, o acusado de liderar um esquema de pirâmide financeira por meio da empresa GAS Consultoria e Tecnologia estava detido na Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná. Mas desde setembro, foi transferido para o presídio de segurança máxima Bangu 1, no Rio de Janeiro.

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O esquema liderado pelo Faraó dos Bitcoins prometia lucros de 10% ao mês para investimentos em criptoativos. (Imagem: Nuthawut Somsuk/Getty Images)

Esquema teria movimentado R$ 38 bilhões

Segundo investigações da PF e do Ministério Público Federal (MPF), a empresa de Glaidson foi aberta em 2015 e prometia lucros de 10% ao mês para quem investisse em criptomoedas, o que atraiu um grande número de pessoas. No entanto, centenas de investidores acabaram lesados.

  • Estimativas apontam que o negócio fraudulento apelidado de “Novo Egito”, devido às várias pirâmides criadas, movimentou R$ 38 bilhões ao longo dos anos, envolvendo outras três empresas no nome dele;
  • O Faraó dos Bitcoins também foi acusado de liderar uma organização criminosa na Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, que praticava crimes violentos, ameaças e corrupção;
  • De acordo com o processo, o empresário chefiava um grupo armado que mirava donos de empresas concorrentes e quaisquer pessoas que pudessem se tornar um obstáculo para os seus negócios;
  • Valores elevados eram utilizados no planejamento e na execução dos crimes, com os pagamentos ocorrendo por meio de empresas de fachada, algumas em nome de terceiros, para dificultar a identificação.

A denúncia também indica que a organização criminosa liderada pelo réu pagou propina de R$ 150 mil para que agentes da Polícia Civil realizassem operação em uma concorrente da GAS. Isso aconteceu em 2021, com o objetivo de afetar a reputação da empresa.

Conforme a sentença, há provas telemáticas de que Glaidson autorizou o pagamento e orientou seu braço-direito, Daniel Aleixo Guimarães, a negociar com os policiais. Também julgado, Daniel foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pelos mesmos crimes.

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A investigação aponta um alto número de investidores lesados na fraude. (Imagem: oatawa/Getty Images)

Defesa vai recorrer

Em nota ao g1, a defesa do réu manifestou respeito à decisão publicada recentemente pela justiça do Rio de Janeiro, mas afirmou que está preparando recurso para recorrer às instâncias superiores. Os advogados também ressaltaram que o caso permanece sujeito ao reexame judicial e análise técnica.

Vale destacar que o Ministério Público do Rio de Janeiro denunciou um total de 17 pessoas no processo referente à Operação Novo Egito, deflagrada em 2022 pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco). Porém, o caso foi desmembrado e a ação atual incluiu somente Glaidson e Daniel neste julgamento.

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Perguntas Frequentes

Quem é o “Faraó dos Bitcoins” e por que ele foi condenado?
O “Faraó dos Bitcoins” é o apelido de Glaidson Acácio dos Santos, empresário condenado a 19 anos e dois meses de prisão pelos crimes de organização criminosa e corrupção ativa. Ele foi considerado culpado por liderar um esquema de pirâmide financeira que prometia lucros mensais de 10% com investimentos em criptomoedas.
O que foi o esquema de pirâmide financeira liderado por Glaidson?
O esquema, operado por meio da empresa GAS Consultoria e Tecnologia, atraía investidores com promessas de retornos mensais fixos de 10% sobre aplicações em criptoativos. Segundo a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, o esquema movimentou cerca de R$ 38 bilhões e lesou centenas de pessoas.
Por que o esquema ficou conhecido como “Novo Egito”?
O apelido “Novo Egito” surgiu devido à estrutura de pirâmide financeira criada por Glaidson, em alusão às pirâmides do Egito. O nome também remete ao apelido do empresário, “Faraó dos Bitcoins”, reforçando a temática egípcia associada ao golpe.
Quais outros crimes estão associados ao “Faraó dos Bitcoins”?
Além da pirâmide financeira, Glaidson foi acusado de liderar uma organização criminosa na Região dos Lagos (RJ), envolvida em crimes violentos, ameaças e corrupção. Ele também teria chefiado um grupo armado que visava eliminar concorrentes e obstáculos aos seus negócios.
Como funcionava o pagamento de propina citado no processo?
De acordo com a denúncia, a organização criminosa liderada por Glaidson pagou R$ 150 mil em propina a agentes da Polícia Civil para que realizassem uma operação contra uma empresa concorrente da GAS. O objetivo era prejudicar a reputação da rival. Há provas telemáticas de que Glaidson autorizou o pagamento e orientou seu braço-direito, Daniel Aleixo Guimarães, a negociar com os policiais.
Quem é Daniel Aleixo Guimarães e qual foi sua condenação?
Daniel Aleixo Guimarães era o braço-direito de Glaidson Acácio dos Santos e também foi julgado no mesmo processo. Ele foi condenado a 16 anos e quatro meses de prisão pelos crimes de organização criminosa e corrupção ativa.
O que diz a defesa de Glaidson sobre a condenação?
A defesa de Glaidson afirmou respeitar a decisão da Justiça do Rio de Janeiro, mas informou que irá recorrer às instâncias superiores. Os advogados destacaram que o caso ainda está sujeito a reexame judicial e análise técnica.
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