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The BRIEF

Patrões mentem': deputada Erika Hilton pede que MPT investigue demissões em massa do Itaú

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) disse ter protocolado um requerimento ao MPT exigindo investigação do banco Itaú pela demissão em massa de setembro.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule16/09/2025, às 11:00

updateAtualizado em 17/02/2026, às 08:00

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) informou, na última segunda-feira (15), ter protocolado um requerimento ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as demissões em massa no Itaú Unibanco, que afetaram mais de 1 mil funcionários na semana passada. O anúncio foi feito em uma publicação no X (antigo Twitter). 

Segundo Erika, ex-funcionários relataram jornadas exaustivas, trabalhando mais de sete dias seguidos sem descanso, incluindo finais de semana, apesar de o banco justificar as demissões por “baixa produtividade” e “quebra de confiança”.

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Acusações contra o banco

Em sua manifestação, a deputada afirmou que o Itaú estaria se recusando a apresentar provas concretas de que os trabalhadores não cumpriam a carga horária estipulada. “Patrões mentem!”, escreveu Erika. Ela destacou ainda que o banco estaria culpabilizando os funcionários em declarações públicas, divulgando informações que colocariam os trabalhadores como pessoas que se aproveitavam do home office.

Segundo o Itaú, a média de atividade digital considerada adequada no teletrabalho é de 75%, já com pausas e intervalos contabilizados. Contudo, os desligados apresentavam índices menores, entre 27% e 37%. A deputada, por sua vez, sustenta que os trabalhadores tinham a certeza de cumprir até mais horas do que as exigidas.

Em comunicado disparado na semana passada, o Itaú afirmou que os cortes resultaram de uma “revisão criteriosa de condutas relacionadas ao trabalho remoto e registro de jornada”. O banco diz ter identificado inconsistências entre o ponto registrado e a atividade em dispositivos fornecidos pela empresa, detectadas por ferramentas de monitoramento interno.

Pedido de apuração

No requerimento, Erika Hilton também exige a apuração de denúncias de jornadas exaustivas, labor em finais de semana e até madrugadas, práticas que violariam o direito ao descanso semanal remunerado e à saúde física e mental dos trabalhadores.

Acompanhe o TecMundo para entender os impactos das decisões trabalhistas no setor financeiro e como elas afetam o mercado e os trabalhadores.

Perguntas Frequentes

Quem é Erika Hilton e qual foi sua ação em relação ao Itaú?
Erika Hilton é uma deputada federal pelo PSOL-SP. Ela protocolou um requerimento ao Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as demissões em massa no Itaú Unibanco, que afetaram mais de mil funcionários.
Qual foi a justificativa do Itaú para as demissões em massa?
O Itaú justificou as demissões alegando "baixa produtividade" e "quebra de confiança" dos funcionários, especialmente aqueles em regime de home office.
Quais são as acusações feitas por Erika Hilton contra o Itaú?
Erika Hilton acusou o Itaú de não apresentar provas concretas de que os trabalhadores não cumpriam a carga horária estipulada e de divulgar informações que culpabilizam os funcionários, além de relatar jornadas exaustivas de trabalho.
Como os ex-funcionários do Itaú descreveram suas condições de trabalho?
Os ex-funcionários relataram jornadas exaustivas, trabalhando mais de sete dias seguidos sem descanso, incluindo finais de semana.
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