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The BRIEF

Como a América Latina se prepara para a adoção em larga escala de agentes de IA

Os agentes de IA operam como extensões automáticas de processos já estruturados, trazendo mais eficiência ao dia a dia; leia a coluna!

Avatar do(a) autor(a): Fernando Arditti

schedule09/07/2025, às 19:00

updateAtualizado em 11/08/2025, às 15:36

A inteligência artificial (IA) não está mais no campo das previsões. Em 2025, um dos avanços mais relevantes dentro desse cenário é a consolidação dos agentes de IA, sistemas capazes de executar tarefas de forma autônoma, integrando-se diretamente a aplicações e serviços para agir com base em dados, regras e objetivos definidos. 

Segundo o Gartner, empresas que utilizam a tecnologia para a análise de dados são capazes de tomar decisões estratégicas 25% mais rápidas, aumentando a precisão e a competitividade. É um avanço expressivo em melhoria operacional, que reduz erros e economiza tempo em processos repetitivos. 

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Diferentemente dos modelos tradicionais de inteligência artificial, os agentes de IA operam como extensões automáticas de processos já estruturados, trazendo mais eficiência ao dia a dia das operações. Em vez de apenas sinalizar uma necessidade, essa inteligência pode executar ações programadas com base em dados em tempo real. 

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Um exemplo claro é a gestão de estoques: é possível configurar um agente para monitorar o nível de produtos em um armazém e, ao identificar que um item atingiu o limite mínimo, ele realiza automaticamente o pedido ao fornecedor, confirma o recebimento e envia uma notificação ao responsável. 

A automação inteligente começa a ser explorada também em áreas delicadas como a saúde. Outro exemplo observado é o uso de agentes conectados aos sistemas de prontuário eletrônico dos hospitais. Com esse tipo de integração, é possível identificar automaticamente quando um paciente precisa de um exame ou de uma medicação, acionar o laboratório ou a farmácia interna e registrar a solicitação no sistema, tudo em poucos segundos e sem necessidade de digitação manual. 

A capacidade de conectar sistemas legados, dispositivos médicos e dados clínicos em tempo real mostra que as organizações de saúde estão cada vez mais preparadas para incorporar essa tecnologia aos seus fluxos operacionais. Em ambientes onde a agilidade pode salvar vidas, a autonomia operacional oferecida representa um avanço importante na agilidade, na segurança das informações e na qualidade do atendimento.

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A América Latina está bem posicionada para absorver essa transformação. O Brasil, especificamente, já é reconhecido como referência global em áreas como segurança bancária. Existem casos que mostram o quanto as organizações latino-americanas possuem a maturidade técnica, profissionais altamente capacitados e infraestrutura necessária para adotar agentes de IA de forma estratégica. 

Em cenários como o Open Finance, plataformas de integração modernas vêm permitindo que bancos e fintechs acelerem o lançamento de novos serviços, fortaleçam a governança de APIs e atendam com mais agilidade às exigências regulatórias, sempre com foco em personalização de atendimento e segurança. Esse tipo de arquitetura, baseada em microsserviços e APIs bem definidas, tem sido essencial para escalar soluções com confiabilidade.

Esse contexto de avanços exige também uma nova abordagem sobre como sistemas e dados se conectam. O uso estratégico de APIs, é essencial para sustentar o funcionamento contínuo desses agentes inteligentes. A capacidade de integrar aplicações de diferentes ambientes, em nuvem, locais ou híbridos de forma fluida e confiável será cada vez mais determinante para o sucesso empresarial. 

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Além disso, a adoção de agentes autônomos representa um ponto de inflexão na forma como empresas estruturam seus sistemas internos. Eles conseguem conectar ambientes distintos, cruzar dados de múltiplas fontes e executar comandos complexos, com velocidade e precisão. Isso transforma o dia a dia das equipes e também a forma como as decisões estratégicas são tomadas.

Apesar de seu avanço, os agentes de IA ainda representam apenas uma fração do potencial completo da inteligência artificial. O processo de evolução segue em curso, com o surgimento de novas aplicações, metodologias e frameworks de desenvolvimento. As organizações que se preparam agora para essa transição estarão em posição vantajosa nos próximos anos, quando a atuação desses agentes se tornar padrão nos fluxos operacionais.

O caminho à frente envolve integrar a inteligência artificial não como um recurso periférico, mas como um elemento central das estratégias digitais. Para isso, será fundamental contar com arquiteturas abertas, APIs bem estruturadas e ferramentas de microsserviços que garantam segurança, escalabilidade e adaptabilidade. Com capacidade de decisão, execução e integração, esses agentes inauguram um novo capítulo na digitalização, guiado pela autonomia e pela eficiência inteligente.

Perguntas Frequentes

O que são agentes de IA e como eles diferem dos modelos tradicionais de inteligência artificial?
Agentes de IA são sistemas autônomos capazes de executar tarefas com base em dados, regras e objetivos definidos. Diferentemente dos modelos tradicionais, que apenas sinalizam necessidades, os agentes de IA atuam como extensões automáticas de processos estruturados, realizando ações em tempo real, como pedidos automáticos de estoque ou solicitações médicas, sem intervenção humana direta.
Quais são os benefícios práticos da adoção de agentes de IA nas empresas?
Os agentes de IA aumentam a eficiência operacional, reduzem erros e economizam tempo em tarefas repetitivas. Segundo o Gartner, empresas que utilizam essa tecnologia tomam decisões estratégicas 25% mais rápidas. Além disso, eles permitem maior precisão, agilidade e competitividade nos negócios.
Como os agentes de IA estão sendo aplicados na área da saúde?
Na saúde, agentes de IA estão sendo integrados a sistemas de prontuário eletrônico para automatizar processos como a solicitação de exames e medicamentos. Eles identificam necessidades clínicas em tempo real, acionam laboratórios ou farmácias e registram as ações no sistema, aumentando a agilidade, a segurança da informação e a qualidade do atendimento.
A América Latina está preparada para a adoção em larga escala de agentes de IA?
Sim. A América Latina, especialmente o Brasil, demonstra maturidade técnica, infraestrutura adequada e profissionais capacitados para adotar agentes de IA estrategicamente. O país já é referência em áreas como segurança bancária e tem avançado em iniciativas como o Open Finance, que favorecem a integração e escalabilidade dessas soluções.
Qual é o papel das APIs e microsserviços na implementação de agentes de IA?
APIs bem estruturadas e arquiteturas baseadas em microsserviços são fundamentais para a integração fluida entre sistemas diversos — locais, em nuvem ou híbridos. Elas garantem segurança, escalabilidade e adaptabilidade, sustentando o funcionamento contínuo dos agentes de IA e permitindo que eles operem de forma confiável em diferentes ambientes.
Como os agentes de IA impactam a tomada de decisões nas empresas?
Os agentes de IA transformam a forma como decisões estratégicas são tomadas ao cruzar dados de múltiplas fontes e executar comandos complexos com rapidez e precisão. Isso permite que as empresas ajam com mais agilidade e baseadas em informações atualizadas, otimizando seus fluxos operacionais.
Os agentes de IA já atingiram todo o seu potencial?
Não. Apesar dos avanços, os agentes de IA ainda representam apenas uma fração do potencial total da inteligência artificial. O desenvolvimento continua com novas aplicações, metodologias e frameworks, e as organizações que se adaptarem desde já estarão em vantagem quando essa tecnologia se tornar padrão.
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