Com a conectividade, setores de finanças e varejo prosperam e inovam

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Desde sua eclosão, a covid-19 ocasionou mudanças sem precedentes no mundo. Os abalos significativos nos mais diferentes setores econômicos impactaram não somente indústrias, serviços e negócios, mas também — e de forma radical — o comportamento do consumidor.

Enquanto empresas e pessoas ainda se adaptam e fazem ajustes para atuar e viver em um mundo com modificações cada vez mais velozes, uma coisa é certa: a conectividade é figura central e fundamental para o bom funcionamento da nova economia e, até mesmo, das relações humanas.

De fato, a infraestrutura de conectividade existente no País foi o elemento que permitiu às empresas desenvolverem rapidamente novos sistemas e canais de relacionamento com os consumidores, trazendo a capilaridade necessária para que o varejo pudesse oferecer serviços essenciais durante a pandemia, atendendo o cliente de forma omnicanal, em todo o território brasileiro.

Um dos múltiplos impactos econômicos da transformação digital nesse segmento foi o surgimento do varejo empreendedor, o “retailtech”. Trata-se, atualmente, de um dos principais focos de inovação e de investimentos no Brasil, o que, por sua vez, vem gerando um círculo virtuoso de geração de emprego e renda, incentivo à criação de startups, e potencial de crescimento para microempreendedores individuais (MEIs), pequenas e médias empresas.

De acordo com a Câmara Brasileira da Economia Digital, o comércio eletrônico obteve um faturamento recorde de R$ 161 bilhões em 2021, representando cerca de 15% do volume total registrado pelo comércio como um todo.

No setor financeiro, os impactos da conectividade são igualmente colossais. Dados da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC) indicam que as informações das principais operadoras de telecomunicações do país permitiram o registro de 100 milhões de pessoas físicas e jurídicas no banco de dados do Cadastro Positivo. Desse total, 11 milhões eram desbancarizados, ou seja, não constavam nos dados enviados pelas instituições financeiras. Trata-se, sem dúvida, de um acontecimento de amplo impacto social porque permite que essas pessoas agora tenham acesso ao crédito, e a um custo reduzido.

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Se o setor financeiro é precursor em inovação e tecnologia, foi principalmente graças à conectividade que uma série de benefícios em eficiência e redução de custos puderam ser disponibilizados para a população. Inovações como Pix, Open Finance e a disseminação de fintechs têm servido de exemplo positivo para o cenário internacional e colocado o país em posição de destaque.

Independentemente do setor que analisarmos, veremos que a conectividade é uma infraestrutura catalisadora de desenvolvimento e um dos pilares da transformação digital. Para debater a visão de futuro da indústria brasileira de telecom e sua dimensão estratégica para o desenvolvimento econômico e social do país, nos dias 28 e 29 de junho acontecerá o Painel Telebrasil Summit. Outros dois encontros setoriais já estão planejados: no dia 20 de setembro, sobre Indústria e Agronegócio e em 8 de novembro, sobre Saúde e Energia.

O mundo hoje respira e é dependente da conectividade. A melhor notícia é que essa história ainda está em seus passos iniciais e há um inimaginável caminho de avanços pela frente. É preciso que políticas públicas e iniciativa privada invistam com rapidez no processo de transformação digital em curso, de forma a aproveitar todos os benefícios que essa revolução tecnológica poderá proporcionar a mercados e sociedade.

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Marcos Ferrari é presidente executivo da Conexis Brasil Digital

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