Open Banking no Brasil: o que mudou após um ano?

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Nesta terça-feira (1º), o sistema Open Banking completa exatamente um ano no Brasil. Atualmente, a implementação está na quarta fase, em que as instituições financeiras estão compartilhando dados referente a operações de câmbio, serviços de credenciamento, contas de depósito a prazo e outros produtos com natureza de investimento, previdência e capitalização.

Em fevereiro do ano passado, o Banco Central deu início à primeira fase de implementação e, de lá para cá, muito se tem discutido sobre as mudanças práticas e inovações que o novo sistema financeiro pode trazer.

O que mudou em um ano de Open Banking?

Desde o início da implementação, o novo sistema financeiro levantou dúvidas sobre o seu funcionamento. Resumidamente, o conceito de Open Banking — ou Sistema Financeiro Aberto — é focado em proporcionar mais opções para o consumidor, possibilitando que ele tenha mais liberdade para levar informações financeiras para onde achar melhor.

Open BankingAo todo, foram quatro etapas de implementação até agora (Open Banking BR/Reprodução)

Segundo Ricardo Cabral, CTO da plataforma de Open Banking Quanto, este primeiro ano foi focado em construir as bases do novo ecossistema financeiro. "Diferente do Pix que é um produto em si, o Open Banking se trata da criação de um novo ecossistema. É a construção de "dutos" para facilitar o compartilhamento e troca de informações entre instituições, sempre mediante o consentimento dos consumidores", explica.

Por isso, os consumidores ainda não viram o sistema financeiro na prática. Para ele, no entanto, o principal ponto positivo até agora foi o aumento do número das chamadas Applications Programming Interfaces (APIs) bem-sucedidas.

Eram 12,7 milhões em novembro e passaram para 84,4 milhões em dezembro, segundo o dashboard do Open Banking Brasil. Resumidamente, as APIs são tecnologias que funcionam como pontes em que serão compartilhados os dados entre as instituições.

Perspectivas

Por enquanto, o Open Banking ainda é abstrato para muita gente, mas a expectativa é que o sistema ganhe forma para a população ainda neste ano. "O primeiro passo é sem dúvida o compartilhamento de dados. Daqui para frente, veremos os usuários no poder dos seus dados, compartilhando-os com empresas que, a partir dessas informações, vão oferecer serviços cada vez mais personalizados", diz Cabral.

Para acompanhar o andamento da implementação, basta acessar o dashboard com os dados disponibilizados pelas instituições participantes. 

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