'Faraó dos bitcoins' ficará isolado e será monitorado na cadeia

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O dono da GAS Consultoria, Glaidson Acácio dos Santos, voltará para a cadeia onde estava preso, no Rio de Janeiro, e ficará isolado dos outros detentos, depois de ser levado à Penitenciária Laércio da Costa Pellegrino (Bangu 1). A decisão foi anunciada na quarta-feira (6) pela juíza federal Rosália Monteiro Figueira, da 3ª Vara Federal Criminal.

Conhecido como “faraó dos bitcoins”, o empresário foi transferido para a unidade de segurança máxima depois que a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) encontrou celulares e carnes perto da sua cela. No entanto, conforme a magistrada, a defesa comprovou que o material não pertencia a Glaidson.

Dessa forma, o ex-garçom que se tornou réu pela prática de crimes contra o sistema financeiro nacional será transferido de volta à Cadeia Pública Joaquim Ferreira de Souza. No retorno, ele será monitorado por uma câmera instalada no corredor que dá acesso à cela.

Dinheiro apreendido na Operação Kryptos.Dinheiro apreendido na Operação Kryptos.Fonte:  Polícia Federal/Divulgação 

Preso no dia 25 de agosto durante a Operação Kryptos, Santos é acusado de liderar um esquema fraudulento de pirâmide financeira que teria movimentado pelo menos R$ 38 bilhões. Conforme a Polícia Federal (PF), ele usava criptomoedas para atrair investidores, prometendo 10% de lucro ao mês.

Grupo denunciado pelo MPF

Além de Glaidson, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou outras 16 pessoas pela participação no esquema ilegal de investimentos em criptomoedas. Também faz parte do grupo a esposa do “faraó dos bitcoins” Mirelis Yoseline Dias Zerpa, que está foragida.

Conforme as autoridades, o grupo teria promovido e integrado uma “organização criminosa preordenada à prática de crimes contra o sistema financeiro e contra a ordem tributária”. A denúncia afirma que o esquema começou em 2018.

Durante a operação deflagrada em agosto, a PF fez a maior apreensão de bitcoins do Brasil até o momento. Além dos 591 bitcoins, equivalentes a R$ 175 milhões pela cotação atual, os agentes também confiscaram carros de luxo, joias e malas de dinheiro.

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