Buscadores pedem à UE novas medidas antitruste contra o Google

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Em uma carta aberta divulgada nesta quinta-feira (7), quatro motores de busca pediram às autoridades antitruste da União Europeia (UE) que tomem novas medidas para frear o domínio de mercado exercido pelo Google. Eles querem que os legisladores implementem regras para assegurar a concorrência.

Multada em 4,24 bilhões de euros pela Comissão Europeia em 2018, por usar o Android para consolidar-se como a principal plataforma de busca no sistema operacional, a companhia de Mountain View realizou algumas mudanças. No entanto, os rivais afirmam que isso não foi suficiente para garantir a igualdade de condições.

“Apesar das mudanças recentes, não acreditamos que ela alterará a participação de mercado de maneira significativa, devido às limitações persistentes”, disseram os signatários. O documento, elaborado pelos mecanismos de busca DuckDuckGo, Ecosia, Qwant e Lilo, foi enviado à UE.

O DuckDuckGo é conhecido por priorizar a privacidade.O DuckDuckGo é conhecido por priorizar a privacidade.Fonte:  DuckDuckGo/Reprodução 

De acordo com os representantes desses buscadores, o menu de preferências disponibilizado pelo Google no Android, que permite escolher a plataforma padrão de pesquisa ao configurar um novo dispositivo, não foi lançado em outros sistemas operacionais. Além disso, ele só é mostrado uma vez e dificulta a modificação da opção marcada.

Direito de escolha

Proposta no final do ano passado, a Lei do Mercado Digital (DMA, na sigla em inglês) estabelece regulamentações a respeito do que as empresas de tecnologia podem ou não fazer. Ela deve entrar em vigor na UE a partir de 2023, se for aprovada pelos países que compõem o bloco, mas já tem servido de base para este caso.

Conforme os buscadores alternativos, novas regras baseadas na DMA precisam ser criadas pelos legisladores para garantir o direito de escolha dos usuários. Eles pedem que os consumidores possam definir, a qualquer momento e com um único clique, qual mecanismo de pesquisa utilizar.

No exemplo apresentado, o grupo afirma ser necessário dar mais de 15 cliques ou reiniciar o dispositivo para alterar a opção no Android.

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