El Salvador minera Bitcoin com energia de vulcões pela primeira vez

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Imagem: Reuters, Folha de São Paulo
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Na última terça-feira (28), o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, compartilhou um vídeo mostrando umas das primeiras fazendas de mineração de Bitcoin movidas a energia geotérmica, ou "vulcânica", em seu perfil no Twitter. Desde então, o país teria produzido 0,00599179 satoshis — como são chamados os "centavos" de um bitcoin —, equivalentes a US$ 287,56 ou R$ 1.545, em conversão direta.

No vídeo, com menos de meio minuto de duração, é possível conferir a "fazenda" movida a energia geotérmica funcionando, com novos equipamentos sendo recebidos e instalados por profissionais. Conforme sugere a legenda de Bukele, estes são os "primeiros passos" práticos de seu plano econômico para o país, baseado na ampla adoção do Bitcoin como moeda de curso legal.

Nesta sexta-feira (1), Bukele confirmou através de um tweet que os equipamentos ainda estão sendo "testados e instalados", mas que os satoshis produzidos pelo processo são os primeiros do chamado "Vulcanode", referindo-se as fazendas geotérmicas de mineração de Bitcoin em El Salvador — um país também conhecido como "a terra dos vulcões".

A mineração de Bitcoin através de energia proveniente de vulcões não é exatamente uma novidade, já que é um método utilizado pela Islândia desde a estreia das criptomoedas. Porém, sua difusão é um importante argumento no debate sobre a pegada de carbono gerada pela produção de moedas digitais.

O engenheiro de mineração de criptomoedas, Brandon Arvanaghi, comentou o evento. "Um recurso de energia totalmente renovável e inexplorado foi colocado em funcionamento estritamente por causa do Bitcoin," afirma, "o Bitcoin é o maior acelerador para o desenvolvimento de energia renovável na história," ele conclui.

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