Chefe da divisão móvel da Samsung vai aos EUA pedir mais chips

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Embora seja de conhecimento global que a escassez de chips esteja a atrasando a fabricação de diversos produtos, é na produção de smartphones que essa carência tem se manifestado de forma mais severa, com muitos gigantes da tecnologia, como o Google e a Realme sendo obrigados a adiar os seus lançamentos para o ano que vem.

Nesse cenário caótico, até mesmo a Samsung, segunda fabricante de smartphones do mundo, teve que fazer duas viagens aos EUA para pedir processadores. Segundo o site sul-coreano The Elec, o chefe da divisão móvel da empresa, TM Roh, foi pessoalmente nos meses de março e julho, até um fabricante global de chips, possivelmente a Qualcomm, pedir um reforço no fornecimento, mas o pedido foi negado.

De acordo com o site, “o fabricante global de componentes para processamento disse ao executivo da Samsung que desejava aumentar o fornecimento geral também, mas não poderia aumentá-lo apenas para a gigante sul-coreana de tecnologia”. Inconformado, Roh ainda voltou à carga em uma segunda viagem, desta vez acompanhado de um vice-presidente de compras da empresa. O VP foi deixado na América para voltar só quando resolvesse a pendência.

Não está fácil nem para a Samsung

Fonte: Samsung Newsroom/Flickr/ReproduçãoFonte: Samsung Newsroom/Flickr/ReproduçãoFonte:  Samsung Newsroom/Flickr 

A irritação demonstrada por Roh, segundo as fontes do site, é justificável. Primeiramente porque a Samsung está tendo sérios problemas para cumprir seus cronogramas, tendo alguns produtos, como o Galaxy S21 FE, ameaçados até de cancelamento. Depois, porque é “altamente incomum” que uma empresa do porte da sul-coreana tenha um pedido pessoal rejeitado.

No entanto, aponta o The Elec, esse enfraquecimento do poder da Samsung pode ter como origem sua estratégia de aumentar a terceirização da produção de smartphones por fabricantes de design original (ODMs). Essas empresas, que hoje são responsáveis por quase 20% da produção da sul-coreana, adquirem seus componentes por conta própria, diminuindo o volume global de compras da produtora original.

De qualquer forma, as viagens não foram improdutivas, pois representantes da Samsung admitem ter obtido "algum" volume de componentes.

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