Xiaomi contrata especialista para defesa de acusações de censura

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A fabricante chinesa Xiaomi pediu ajuda de uma companhia terceirizada para se proteger de recentes acusações de censura feitas pelo governo da Lituânia. Recentemente, o país disse que os consumidores deveriam jogar fora os celulares da marca, bem como outros modelos de origem chinesa.

Segundo a agência de notícias Reuters, uma empresa especialista no assunto, independente e que não teve o nome revelado vai atuar para apurar as supostas irregularidades. O órgão fica na Europa e deve auxiliar apenas em alguns pontos, já que outros tópicos da acusação são rejeitados pela fabricante.

A acusação contra a Xiaomi é mais um ponto de discordância que acirra a situação política entre China e Lituânia, que está delicada há alguns meses. Um dos pontos mais graves envolveu um pedido de retirada do embaixador chinês na capital Vílnius após um incidente diplomático. O país europeu utilizou o nome Taiwan em um escritório — o que foi visto pelo governo de Pequim como uma rejeição da soberania da China sobre o território.

O que dizem os dois lados?

Segundo a Xiaomi, a empresa não censura nenhum tipo de comunicação entre os usuários, realizando filtros via software apenas para proteger o consumidor de pornografia e "referências que ofendam os usuários locais". Ela ainda se defende ao confirmar que age de acordo com princípios anteriormente aprovados de privacidade de dados, inclusive a lei europeia GDPR.

Já a Lituânia alega que os smartphones da marca vendidos no país possui uma capacidade interna de detectar e censurar termos politicamente contrários ao governo chinês, especialmente envolvendo territórios como Tibete ou Taiwan.

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