Emissoras de rádio e TV poderão reduzir potência de transmissão

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As emissoras de rádio e TV poderão operar com potência de transmissão reduzida em horários de menor audiência para economizar energia, durante a crise energética. A autorização foi dada pelo Ministério das Comunicações (MCom), por meio de uma portaria publicada nesta sexta-feira (24).

De acordo com o órgão, “as estações dos serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens, e de retransmissão de televisão e de retransmissão de rádio” podem operar com a potência de transmissão reduzida em até 30%. Esse percentual deve levar em conta a capacidade estabelecida em cada uma das licenças concedidas às emissoras.

O Ministério informou ainda que a medida tem validade de seis meses, atendendo a um pedido dos radiodifusores, cujos gastos com insumos aumentaram com os reajustes mais recentes das contas de energia elétrica. Representante das empresas do setor, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) comemorou a decisão.

O sinal do rádio poderá não chegar tão longe com a diminuição da potência em alguns momentos do dia.O sinal do rádio poderá não chegar tão longe com a diminuição da potência em alguns momentos do dia.Fonte:  Pixabay 

Conforme o presidente da entidade Flávio Lara Resende, a medida permitirá às estações economizar em um dos insumos mais onerosos para as emissoras. Ele ressaltou ainda que a redução da potência dos transmissores ocorrerá em horários alternativos, como durante a madrugada, quando há menor audiência.

Energia mais cara

Diante da crise hídrica provocada por uma das maiores secas das últimas décadas no Brasil, os reservatórios das hidrelétricas atingiram níveis críticos. Dessa forma, foi necessário acionar as termelétricas para atender à demanda por energia do país, que têm um custo mais caro.

Para pagar o uso dessa fonte de energia, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou a criação de uma nova bandeira tarifária a partir deste mês. Denominada “Escassez Hídrica”, ela representa a cobrança adicional de R$ 14,20 a cada 100 kWh gastos pelo consumidor, tornando a conta de luz mais cara.

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