Algoritmo de preços do Uber é acusado de racismo; empresa responde

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Nos últimos dias, o aplicativo Uber ganhou destaque entre os usuários na internet e os motivos não são dos melhores. O canadense Adam Bomb publicou uma foto em seu Twitter comparando os preços de uma viagem no aplicativo entre uma pessoa branca e uma pessoa negra.

Para fazer exatamente o mesmo trajeto, o serviço cobrou US$ 32,58 para o usuário branco e US$ 57,80 para a usuária negra. "Apenas me diga que o motivo não é o que eu estou pensando, Uber".

Rapidamente a página de suporte da empresa respondeu ao tuíte. “Agradecemos seu contato. Envie-nos um DM com o número de telefone associado à sua conta Uber, para podermos ajudá-lo”.

Resposta

As acusações ganharam notoriedade por causa do contexto atual do uso de algoritmos, que já apresentaram problemas similares em redes sociais como o Twitter. Além disso, em junho deste ano, pesquisadores da Universidade George Washington divulgaram um estudo indicando que existe um direcionamento em algoritmos de cobrança de caronas compartilhadas que podem elevar os preços com base em fatores como etnia e idade dos  passageiros. Realizada em Chicago, a pesquisa levou em conta tecnologias de empresas como Uber e Lyft.

Segundo a assessoria da Uber, os valores aplicados diferem para os usuários e é possível conferir se os preços "estão acima" ou "muito mais acima do normal" na hora de pedir uma viagem. "O aumento de preços muda em tempo real e não tem nada a ver com a identidade do passageiro. O Uber está comprometido em ser uma empresa antirracista e não tem espaço para discriminação."

No site oficial, a empresa explica que "quando muitas pessoas solicitam viagens simultaneamente na mesma região, o preço pode ficar mais alto que o normal para atrair mais motoristas parceiros para a região"

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