Roberto Jefferson tem Twitter bloqueado por ordem de Moraes

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Imagem: Reprodução/Nelson jr./SCO/STF
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Nesta sexta-feira (13), o ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foi preso preventivamente pela PF por determinação de Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, por suspeita de envolvimento em uma milícia digital que atua contra a democracia. Foi acatada também uma ordem de busca e apreensão na propriedade do político e suspensão do perfil @BobJeffRoadKing no Twitter.

Dentro da petição 9.844 do Distrito Federal, Moraes afirma que o bloqueio é "necessário para a interrupção dos discursos criminosos de ódio e contrário às Instituições democráticas e às   eleições".

No começo desta manhã, a conta publicou na rede social: "A Polícia Federal foi à casa da minha ex-mulher, mãe e de meus filhos, com ordem de prisão e busca e apreensão. Vamos ver de onde parte essa canalhice".

Além disso, o usuário chamou Moraes de "Cachorro do STF" e disse que o ministro está "repetindo os mesmos atos do Supremo da Venezuela, prendendo os Conservadores para entronizar os comunistas"; veja os Tweets capturados pelo portal Poder360 — que não estão mais disponíveis.

Publicação realizada antes da prisãoPublicação realizada antes da prisãoFonte:  Reprodução/Poder 360 

Rede social revelou que o político estava em Comendador Levy Gasparian, município com cerca de 8 mil habitantes no Rio de JaneiroRede social revelou que o político estava em Comendador Levy Gasparian, município com cerca de 8 mil habitantes no Rio de JaneiroFonte:  Reprodução/Poder 360 

O pedido de prisão foi feito pela PF. A investigação da instituição faz parte de um inquérito aberto por Moraes em julho, que reúne conteúdos coletados nos inquéritos das Fake News e dos atos antidemocráticos.

O ministro autorizou o acesso às mídias de armazenamento no pedido de busca e apreensão, incluindo inclusive celulares, HDs, pen drives e materiais armazenados em nuvem.

"O representado publica vídeos e declarações, onde exibe armas, faz discursos de ódio, homofóbicos e incentiva a violência, além de manifestar-se, frontalmente, contra a democracia e as Instituições essenciais à manutenção do regime democrático de direito, entre elas, o Supremo Tribunal Federal", informou a petição.

Um grupo de contas alternativas

O perfil oficial do ex-deputado foi suspenso em julho de 2020 por uma demanda legal. Segundo informações da Polícia Federal, o preso passou a utilizar perfis como @bobjefh e @BobjeffHD e, desde maio de 2021, @BobJeffRoadKin, que contava com mais de 32 mil seguidores.

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