Panasonic para de fabricar TVs no Brasil

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A marca japonesa Panasonic está encerrando as atividades de sua produção de TVs no Brasil, presente há mais de 40 anos na Zona Franca de Manaus. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (11) pelo vice-presidente da companhia, Sergei Epof, diretamente às equipes na fábrica.

O desligamento da unidade de negócios, com a fabricação de equipamentos de áudio residencial, faz parte da estratégia global da empresa, e considera “o atual panorama econômico” do Brasil, segundo um comunicado divulgado. A Panasonic afirma que 130 funcionários diretos e indiretos serão demitidos com o encerramento da produção em dezembro.

Em Manaus, a empresa irá manter a unidade de produtos automotivos, componentes eletrônicos e aparelhos de micro-ondas. O comunicado afirma que o encerramento dos negócios criará oportunidade para a marca crescer em outras frentes. “A Panasonic acredita no potencial e no mercado brasileiro, e continuará investindo e fomentando novas linhas e novos produtos”

O mercado de TVs no Brasil

Fonte: Depositphotos/Reprodução(Fonte: Depositphotos/Reprodução)Fonte:  Depositphotos 

A linha de televisores da Panasonic já foi um negócio promissor no passado, chegando a responder por 80% das vendas da marca em 2011. Atualmente, no entanto, essa participação caiu para 8%, com o lançamento de apenas dois novos modelos da linha HX, nos tamanhos de 55 e 50 polegadas, e preços a R$ 3,7 mil e R$ 3,2 mil respectivamente.

Em sentido contrário, a maioria das empresas brasileiras do segmento de televisores apostou em novos lançamentos em 2021. A Toshiba retornou ao país, através da Multilaser, enquanto a Britânia Eletrodomésticos lançou uma linha de smart TVs. As líderes do mercado, Samsung e LG, lançaram cerca de 40 modelos cada uma, com diferentes recursos e tamanhos.

Embora a produção de TVs representasse pouco em termos de negócio para o grupo, o seu encerramento é emblemático para a indústria nacional, e mais uma perda para a Zona Franca de Manaus, que viu outra gigante japonesa, a Sony, encerrar suas atividades no polo industrial em março.

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